“Que se acabe com a imunidade parlamentar, para que se acabe também com a impunidade parlamentar”. A frase é do vereador Paulo Corintho (PDT), ao falar da expectativa em relação ao julgamento do Caso Ceci Cunha, que ocorre no próximo ano.
O edil trouxe o tema à tribuna da Casa de Mário Guimarães para ressaltar que – por decisão da 1ª Vara Federal em Alagoas – não se caberá mais recursos para protelar a decisão sobre o caso.
Será julgado – como mandante do crime – o ex-deputado federal Talvane Albuquerque. Este foi o mote do discurso de Paulo Corintho. “A imunidade que temos, enquanto vereadores, é a da palavra, restrita ao município de Maceió e no uso da tribuna. Assim deve ser também para os deputados federais, estaduais e senadores, para que se evite o que acontece, quando o conceito de imunidade parlamentar é deturpado”, frisou ainda.
Corintho ainda analisou os recursos da defesa do ex-deputado. “A protelação é para tornar a punição ineficaz”. O julgamento do caso Ceci Cunha – que foi executada ao lado do marido e dois parentes, em sua residência, há 13 anos – será no dia 16 de janeiro próximo.
“Por decisão da Justiça, novos recursos só serão analisados após o julgamento. Não podemos aceitar mais os engavetamentos políticos dos inquéritos, que existia em um passado em Alagoas. Não podemos permitir. É necessário que o Judiciário fique atento, obedecendo – evidentemente – todos os trâmites do Estado Democrático de Direito”, finalizou.
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