Identificado como Oscar Ramiro Ortega, o jovem de 21 anos acusado de ter efetuado uma série de disparos com um fuzil no centro da capital americana foi detido nesta quarta-feira no Estado da Pensilvânia. Ortega, que já estava com sua prisão decretada, foi encontrado pela Polícia em um hotel perto da cidade de Indiana pouco depois do meio-dia (horário local), informou o jornal The New York Times.

Segundo as autoridades, o jovem é acusado de ter efetuado uma série de disparos na última sexta-feira a cerca de 600 metros de distância da Casa Branca. O fato foi comprovado depois que os policiais encontraram um veículo abandonado com um fuzil AK-47 registrado no nome de Ortega.

No entanto, ainda não há confirmação entre esse incidente e as balas que o serviço secreto encontrou na última terça-feira na Casa Branca, sendo que uma delas chegou a atingir uma das janelas da fachada sul da mansão presidencial. A outra foi encontrada no lado de fora.

O projétil que atingiu a janela não causou quase nenhum dano, já que foi detido pelo vidro blindado. O serviço secreto descarta a hipótese de ataque porque o presidente Barack Obama não estava no local, e sim no Havaí para acompanhar a cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec).

O jovem, que tinha problemas com a lei em vários Estados americanos, residia no estado de Idaho e tinha se mudado para Washington há apenas algumas semanas, sem informar sua família, que declarou seu desaparecimento às autoridades no último dia 31.

A polícia de Arlington (Virginia) também deteve o jovem na manhã da última sexta-feira, segundo a rede de televisão "NBC". Apesar de não ter sido divulgado o motivo da abordagem, Ortega foi interrogado, fotografado e depois liberado.

Embora não tenham confirmado a nacionalidade de Ortega, as autoridades já tomaram conhecimento de sua origem hispânica e sua descrição física: um homem moreno, de olhos castanhos, com uma espessa barba e múltiplas tatuagens, como a escrita "Israel" no lado esquerdo do pescoço.

A busca pelo jovem foi coordenada em uma ação conjunta do FBI, do Escritório para o Controle do Álcool, Tabaco e Armas de Fogo (ATF), da Polícia nacional de parques e da Polícia metropolitana de Washington.