A fragata União, da Marinha brasileira, que liderará a frota das forças navais da Força Interina das Nações Unidas no Líbano atracou ontem no Porto de Beirute, dando início a um "momento histórico para o Brasil", segundo o contra-almirante brasileiro Luiz Henrique Caroli.
De acordo com Caroli, a presença na força marítima da ONU é crucial para o Brasil pela importância da região no cenário internacional, além de demonstrar a confiança da organização na competência dos militares brasileiros nesse tipo de operação.
´Toda a tripulação sabe da enorme responsabilidade de fazer parte de uma força de paz da ONU e do momento histórico para o Brasil em estar aqui", declarou o contra-almirante, que é o comandante da Força Tarefa Marítima.
Esta é a primeira vez que militares brasileiros participam da frota naval de uma força de paz. Equipada com helicóptero e levando 243 militares brasileiros, a fragata União será o principal navio de uma frota internacional que conta ainda com três navios alemães, dois de Bangladesh, um grego, um turco e um da Indonésia.
O comandante do navio, o capitão de fragata Ricardo Fernandes Gomes, também reforçou que a tripulação está ciente "das repercussões políticas em torno da Unifil e das consequências de suas ações".
"Todos estão motivados e cientes das exigências de fazer parte das forças de paz em uma região conturbada como o Oriente Médio", disse. "Para isso, a Marinha está nos dando todo o apoio financeiro e logístico para desempenharmos um papel a altura".
Os dois militares explicaram, ainda, que a incorporação da fragata União aumentará o poder de alcance da frota da Unifil, já que a embarcação tem mais recursos, permitindo maior alcance e cobertura, além de mais flexibilidade nas operações da missão.