CSA, CRB e ASA são os maiores detentores de títulos estaduais e consequentemente os principais clubes de futebol do Estado de Alagoas. No entanto, neste final de ano, o momento de altos e baixos de cada clube distingue este único ponto em comum entre as equipes.
O ASA começou a temporada como único representante alagoano na Série B, posto que ainda detém, conquistou o campeonato alagoano e iniciou a Série B pensando em melhorar a 9ª posição da primeira temporada na competição nacional.
No entanto, erros de contratação e a manutenção do grande nível da Série B, fizeram com que o time alagoano, melhor mandante do primeiro turno, despencasse no segundo e agora corre sérios riscos de rebaixamento.
Questionado sobre o momento ruim da equipe, Vica apontou a dificuldade da Série B como principal motivo para a atual situação da equipe na competição. “Todo mundo sabe que a Série B é difícil. No primeiro turno, chegamos a ficar em 5º lugar, fomos os melhores mandantes, mas a competição é equilibrada e infelizmente caímos de produção. Tivemos problemas de suspensão, contusão e a saída do Didira, que dificultou ainda mais”, disse.
Talvez, a saída do meia Didira tenha sido o principal ponto de desequilíbrio da equipe alvinegra. O último jogo do atleta foi na vitóriade virada do ASA sobre o Criciúma, em Arapiraca, pro 3 a 1, no dia 16 de setembro. De lá para cá, o time 3 vitórias, 4 empates e 5 derrotas.
Com a vitória do sábado diante do Duque de Caxias por 2 a 0, o time de Arapiraca respirou na luta contra o rebaixamento e sai da zona. No entanto, ainda corre o risco, podendo ser substituído pelo CRB em 2012, com único time alagoano na Série B.
O time regatiano por sua vez, vive um grande momento na competição nacional. Depois de começar a competição como azarão, passar sufoco para se classificar e ter a mesma ameaçada no “tapetão”, o CRB conseguiu pontos importantes em casa e fora, ficando dependendo apenas do destino, para garantir o seu acesso.
O destino mandou e o empate entre América-RN e Luverdense por 1 a 1, garantiu o CRB, de forma antecipada na segunda divisão nacional. Agora, o clube regatiano tem mais duas partidas, contra América de Natal em casa e Luverdense fora, para garantir um lugar na final da competição, contra o já classificado Joinville.
O segredo do sucesso do CRB, foi mesmo a união. Um trabalho que começou do esforço da diretoria, que encontrou um time “quebrado” financeiramente, culminando com a doação de alguns conselheiros e a contratação de grandes jogadores, fez com que o CRB alcançasse o posto desejado desde o início da competição.
Enaltecido por muitos, o presidente do clube, Marcos Barbosa. apontou os pontos fortes da equipe e da conquista. “O segredo desse sucesso, foi o trabalho. Nós chegamos de forma humilde, aceitamos as críticas e até ironias e hoje estamos classificados. Passamos até por humilhações, mas a recompensa é essa. O grupo todo está de parabéns, não tem A nem B, é o grupo todo”, disse.
Talvez a união que sobrou no CRB, faltou justamente para o CSA, que tem como lema, “União e Força”. Uma temporada sofrida e um fim de esperança para os torcedores. É assim que o CSA tenta conduzir os trabalhos para 2012.
Sem trabalhos profissionais, desde o fim do campeonato alagoano da segunda divisão, competição na qual disputou como convidado, o CSA já trabalha no planejamento para a próxima temporada.
O atual presidente Jorge VI foi aclamado e reeleito, nos peças fazem parte da diretoria, mas a maldição da instabilidade persegue o CSA. Um dos nomes que chegou a fazer parte da nova diretoria, o Major da PM, Marlon Aráujo empolgou muita gente com o início do trabalho, que durou muito pouco.
Menos de um mês após ter assumido o cargo, Marlon renunciou a função de vice-presidente de futebol, alegando problemas pessoais. Na sua conta no twitter, o mesmo afirmou que é impossível trabalhar sem paz. Rumores davam conta de que discussões entre ele e o presidente poderiam ter afetado a relação.
Por outro lado, o presidente afirmou que não teve nenhum tipo de discussão. “A saída do Marlon foi totalmente de foro íntimo. Um problema dele, que ele tem de resolver e precisou sair do CSA, mas sem nenhuma confusão ou discussão”, afirmou.
Mesmo com todos os problemas, o time marujo segue sendo formado pelo próprio dirigente, em partes pelo agora ex-dirigente Marlon Araújo e principalmente pelo técnico da equipe, Celso Teixeira.
Resumindo, o final de 2011 é de altos e baixos para as principais equipes do Estado, mas o alagoano do ano que vem promete no quesito emoção.
