O secretário de Estado de Educação de Alagoas, Adriano Soares, segue – pelo microblog twitter – como defensor fiel do secretário de Planejamento do Estado, Luiz Otávio Gomes (LOG). Para Soares, o secretário é vítima de uma marcha que tenta desestabilizar o governo de Alagoas.
“LOG tem trabalhado duro por Alagoas. Sou testemunha dessa sua contribuição para a modernização do Estado, em um atuação brilhante e correta. Ele é uma das pessoas mais competentes, mais focadas e mais obstinadas com quem já trabalhei. E é uma pessoa séria”, postou o chefe da educação em Alagoas no Twitter.
Ainda segundo ele, há um imenso cinismo de alguns, um imenso oportunismo de outros, e um absurdo justiçamento feito por terceiros que não estão lá nem cá (na situação ou oposição). “Fico vendo, não sem indignação, a tentativa de linchamento moral de Luiz Otávio Gomes, um dos melhores quadros de Alagoas”, reforçou no microblog. Não é a primeira vez que o advogado – secretário sai em defesa de Log.
Segundo o jornal Estado de São Paulo, e-mails revelariam que Luiz Otávio estaria cobrando “taxa de retorno” de 25% sobre cada parcela de uma dívida com dez instituições bancárias.
Os e-mails que a PF encartou ao inquérito do PanAmericano relatam que, no período de fevereiro a dezembro de 2006, Alagoas deixou de pagar todas as operações de crédito consignado, embora tenha descontado os valores da folha dos servidores. Na ocasião, o chefe do executivo era Luís Abílio, que assumira o cargo em substituição ao governador Ronaldo Lessa (PDT).
Os e-mails citam frequentemente Luiz Otávio, como personagem central da negociação. A coleção de mensagens eletrônicas destaca que a "taxa de retorno" pode ter sido destinada à campanha eleitoral tucana no Estado.
Ainda pelo microblog Twitter, Adriano Soares comentou a reportagem publicada no Portal Cada Minuto, na última semana, que revelou que Teotonio Vilela será ouvido em um inquérito que apura a prática de crime eleitoral durante a campanha de 2010.
“Sobre os combustíveis: foi distribuído combustível para os que trabalharam nas eleições, tudo mediante contrato como posto e comprovante. A prestação de contas do combustível foi feita e aprovado por unanimidade pelo TRE/AL. E, pasmem, a representação do ex-governador Ronaldo Lessa é sobre isso”, frisou, salientando como a competência é do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os autos forma enviados e o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel , ante a ausência de provas, baixou em diligência.
“Gurgel pediu que governador fosse ouvido sobre o tema. Declarante apenas, nem investigado é. Então, informo aos navegantes: é balela essa história dos combustíveis. A Procuradoria Geral da República apenas cumpre um ritual. E só”, pontuou Adriano Soares.

