Os profissionais do Hospital Regional Santa Rita e Maternidade Santa Olímpia cidade de Palmeira dos Índios, realizam nesse momento um protesto contra as ações arbitrárias cometidas pela direção da unidade, por meio da administradora, Grace Montenegro, e da coordenadora geral de enfermagem, Alessandra Duarte.

Os trabalhadores denunciam que estão atuando sob um verdadeiro clima de terror implantado no hospital. Além de inúmeras transferências de setor sem qualquer justificativa, na última sexta-feira (28), a direção mudou a jornada de trabalho, retirando as escalas de revezamento, implantadas há mais de dez anos, obrigando os profissionais a trabalharem em regime de diarista, perdendo assim o direito aos feriados e as duas folgas aos domingos, ferindo a Convenção Coletiva de Trabalho, firmada em agosto deste ano.

“Ela [Grace] é um carrasco. Não tem respeito pelos funcionários, nos humilha, diz o que quer e nos chuta. De repente estamos sendo trocados de setor sem qualquer motivo e agora promove uma mudança na jornada de trabalho. Não há ética nos gestos dessa senhora. Desde que houve alteração na escala, os trabalhadores estão desesperados, chorando, aflitos”, desabafam os profissionais, mobilizados na porta da unidade.

Essa é a primeira paralisação que o hospital enfrenta em todos esses anos de funcionamento. Apesar de nunca ter entrado em greve, existe contra a unidade uma Ação Civil Pública na Justiça do Trabalho e uma investigação na Procuradoria Regional do Trabalho por denúncias de assédio moral envolvendo funcionários.

Ainda pesa contra a coordenadora e a administradora e denuncia de prática anti-sindical. “Alguns profissionais estão sendo levados a acreditar que partiu do sindicato a iniciativa de mudar a jornada de trabalho, gesto que nos deixou revoltados. Como poderíamos compactuar com uma manobra mesquinha como essa? É lamentável que um hospital desse porte esteja sendo administrado por pessoas tão despreparadas”, revelou o presidente do Sateal.

De acordo com Mário Jorge Filho, há profissionais que possuem orientação médica de não trabalhar em setores de grande movimento e tensão, como a emergência, mesmo assim estão sendo obrigados a permanecerem atuando mesmo sem treinamento, sob a ameaça de demissão, situação que tem levado a depressão e a uma piora na saúde.

Desde que foi anunciada a greve a direção do hospital, por meio do SindHospital, vem propondo reuniões paralelas para tentar reverter a paralisação. “Ressalto que se quiserem abrir os canais de diálogo nós vamos sentar para conversar, os trabalhadores, o sindicato e a direção, mas empurrar garganta abaixo não pode. As chefias não possuem o direito de impor circunstâncias desgastantes aos profissionais. Se o médico atesta que o trabalhador não tem condições de atuar em determinado setor, não há justificativa para que ele seja obrigado a permanecer nele”, ressaltou.