Por conta do caso e um aluno de 14 anos de idade que entrou com uma arma de fogo em uma escola da rede estadual do ensino, os vereadores de Maceió por mais uma vez discursam sobre a violência. Como de costume, a temática foi aberta por Galba Novaes (PRB) – o autor do projeto Bico Legal.
Novaes cobrou a aplicação de uma lei de sua autoria aprovada em 1997 que obriga a todas as escolas do município – particulares, estaduais e municipais – a adquirirem detectores de metal. “Sabe quanto custa um detector de metal? Custa aproximadamente R$ 1 mil”, salientou, afirmando ser um investimento fácil de ser feito. O tema é interessante. A lei tem 14 anos e nunca foi cumprida, conforme os próprios vereadores.
Saindo um pouco do tema - Mas, em meio ao tema, uma declaração interessante: “as leis que são aprovadas na Câmara Municipal não são cumpridas”. A frase é de Galba Novaes e é verdade. A Câmara Municipal, por exemplo, aprovou o Portal Transparência em 2010. Mas, até esta data ainda não o implantou, não cumprindo assim a própria lei. Ou seja: em casa de ferreiro, espeto de pau – Agora, vamos voltar ao tema...
Em relação, a lei que determina a colocação dos detectores de metais, a cobrança também foi feita por Paulo Corintho (PDT) e Tereza Nelma (PSDB). “Há necessidade de investimentos em estrutura para que se tenha uma escola mais atrativa. Quanto à lei, eu aconselho ao presidente a encaminhá-la ao secretário municipal de Educação Thomaz Beltrão (PT), para que esta seja adotada”, colocou Nelma. Acho que pode ser encaminhada a Secretaria Estadual de Educação também.
Durante o pronunciamento, Novaes ainda mostrou um levantamento da Escola Aurélio Buarque, no Tabuleiro do Martins, que deveria ser um centro de referência em ensino profissionalizante, mas até esta data não foi inaugurada. Seria para estar em funcionamento há quatro anos, sob responsabilidade do Governo do Estado. O levantamento fotográfico mostra uma estrutura surpreendente, mas tomada pelo mato e por animais (inclusive cavalos).
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