De acordo com o vereador Ricardo Barbosa (PT), o Fundo Municipal de Transporte Urbano – que deve ser usado para melhorar o sistema do transporte de massas em Maceió – tem ‘guardado’ cerca de R$ 1,5 milhões, que não são aplicados nas melhorias do sistema justamente por ausência de projetos. É para rir ou para chorar? Segundo Barbosa, ele recebeu esta informação do próprio superintendente municipal de Transporte e Trânsito, José Pinto de Luna.

Incrível isto! Enquanto a população sofre com a péssima qualidade dos ônibus, com a ausência de coberturas e estruturas adequadas nos pontos, nos terminais, dentre outras questões, há R$ 1,5 milhões que poderiam ser usados, mas não há projetos. É isso mesmo?! É inacreditável! Bem, pelo que Ricardo Barbosa destaca, o que se tem com o Fundo Municipal de Transporte Urbano é um absurdo.

Só reforça, mais uma vez, que o sistema é tocado pelos empresários sem qualquer tipo de fiscalização ou preocupação em sua melhoria, seja por parte lá de quem for. O que – por mais uma vez – ressalta a importância da licitação para a exploração do transporte coletivo na capital alagoana. Ressalta-se: este processo licitatório só caminhou – com passos de tartaruga – até aqui, por conta da pressão do Ministério Público Estadual e da própria Justiça.

A Câmara Municipal de Maceió – para se ter ideia – abriu mão de deliberar sobre este aumento, passando toda a responsabilidade para o Conselho e para o Executivo. O “parlamento-mirim” agora – por meio de projeto do vereador Ricardo Barbosa – quer retomar a prerrogativa para a Casa de Mário Guimarães, ressaltando inclusive que é uma forma de se ter maior efetividade nos projetos para usar o dinheiro do Fundo Municipal de Transporte. Será?

É um descaso ter R$ 1,5 milhões para gastar em melhorias para o transporte público e estes gastos não serem feitos por falta de projetos. Mais absurdo ainda é a Câmara Municipal com esta informação cruzar os braços. Que não aconteça! No mais, a Casa de Mário Guimarães que se incomodou tanto com o aumento descabido dos combustíveis em Maceió, também poderia se incomodar de forma semelhante com o aumento da passagem e ampliar esta discussão, abrindo espaço para debates como passe livre, qualidade de transporte e – evidentemente – licitação, cobrando celeridade.
 

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