O profissionalismo do PSD na arrumação da agremiação partidária e na busca por filiados só não chama mais a atenção do que a ausência de interesses coletivos dentro do partido que não as próprias eleições de 2012; ou o desejo de alguns dos correligionários de serem ‘caciques’ em seus estados, saindo de agremiações com “mais de um dono”. É o caso de Alagoas, por exemplo, com o deputado federal João Lyra (PSD).
Sair do PTB é sair do espaço comandado pelo senador Fernando Collor de Mello (PTB). Decisão de Lyra, para estar “mais livre para pensar seus rumos”. E assim vai o PSD, sem cheirar, nem feder, construindo seus acordos local e nacionalmente para ocupar espaços e se traduzir em números a cada manchete de jornal, para arrancar dos incautos leitores o suspiro: “oh, nossa, como esse partido nasce grande!”.
Mas qual a real estatura do PSD? Essa é uma pergunta que só será respondida com o tempo, quando a agremiação tiver que gerenciar possíveis crises, egos e espaços; ou quando se fixar de fato como o partido de braços abertos para qualquer norte, que é o que parece ser hoje diante dos nomes que aglutinas. Estatuto? Ideologia? Conteúdo programático? O PSD se contenta em mostrar números, números, números...a maior bancada, os nomes de peso, os Estados conquistados. O PSD jogar War na política brasileira!
O partido de João Lyra e Dudu Holanda agora se contenta em ter chegado a terceira maior bancada da Câmara Federal, segundo o levantamento do site Congresso em Foco. São 48 parlamentares no exercício do mandato. E assim as portas estão abertas para ex-peemedebistas, ex-Democratas, ex-PSB e por aí vai. E o que o PSD comemora também: o enfraquecimento – na visão de alguns deles – do Democratas, que desce para a oitava posição.
Com a bancada forte, agora é a hora de buscar espaços na Mesa Diretora da Câmara Federal. É, espaços, números, poder, espaço, números, poder...ocupação de território, acordos...enfim...e assim nasce o novo partido, sem nada de novo na política brasileira. Mais do mesmo. Por que alguns partidos políticos não colocam logo o fisiologismo como um dos artigos de seus estatutos? Seria tão mais honesto...
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