O secretário de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (o super-secretário), Luiz Otávio Gomes, divide as manchetes de jornais com os desdobramentos da Operação Rodoleiro que atingiu o Tribunal de Contas do Estado.
No caso de Luiz Otávio, uma suposta “taxa de retorno” que estaria sendo cobrada pelo secretário ao Panamericano, como exposto na matéria do Estadão. O secretário já se defendeu na própria matéria veiculada no fim de semana, negando – como esperado! – as acusações.
Mas, traça suas estratégias de defesa junto ao Governo do Estado. Luiz Otávio Gomes deve abrir – parte da estratégia – seus sigilos de e-mail, telefônicos e fiscais para a Polícia Federal. Ele alega inocência e que nunca participou de tais negociatas, que podem – inclusive – ter arrecadado fundos para campanha tucana. Aguardar os desdobramentos!
Entretanto esta não é a primeira vez que o super-secretário é colocado em xeque. Vale lembrar-se das denúncias feitas pelo presidente do PSOL, Alexandre Fleming, que apontou suposta prática de lobismo. O caso envolvendo o PSOL se encontra no Ministério Público Estadual e pode virar procedimento investigativo.
Na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, há um “convite” – aguardando aprovação – proposto por Ronaldo Medeiros (PT) para que Luiz Otávio Gomes compareça em plenário para esclarecimentos sobre o programa Alagoas Tem Pressa e sobre as acusações feitas pelo presidente do PSOL. Agora, será que ganha força o convite?
A matéria do Estadão não traz qualquer e-mail do próprio Luiz Otávio Gomes. Mas, este é citado frequentemente em outros e-mails trocados. Eis a necessidade de explicações e investigações. Afinal, o conteúdo é gravíssimo. O que não se pode é não esclarecer...
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