Recentemente a Câmara Municipal de Maceió – por meio de licitação – fixou o valor de R$ 2,65 o litro de combustível utilizado pelo Poder Legislativo da capital alagoana. Cada edil tem o direito de uma cota de mil litros por mês, o que representa – cálculo simples! - R$ 2.650,00 por mês para ir e voltar do trabalho Em tese, estes vereadores residem em Maceió, o mesmo local onde fica a Casa de Mário Guimarães, não é mesmo?! Bem, acredito eu que a cota seja suficiente...

Mas, como nem só de combustível vive a locomoção, cada edil também tem direito a o aluguel de um veículo. Somente em combustível – portanto – a soma pode chegar a mais de R$ 55 mil por mês, caso todos os edis façam o uso da cota. A situação já foi de mais gastos. Antes, na gestão anterior da Mesa Diretora, eram 1,3 mil de combustível por mês e dois veículos por vereador.

Vale ressaltar que a este gasto somam-se ainda as 17 assessorias por gabinete, as verbas indenizatórias de R$ 9 mil e o salário do edil que é de R$ 9 mil (valor bruto). Um considerável custo por vereadores, sobretudo, se considerarmos os contrastes da capital alagoana. O presidente Galba Novaes (PRB) apresenta propostas para redução de custos – menos verbas indenizatórias, menos cargos comissionados e revogação do aumento salarial dos edis para 2013 – como uma forma do Legislativo municipal poder recepcionar os novos 10 vereadores que chegarão a Casa, na próxima legislatura.

Vale ressaltar que os números de hoje são bem menores do que foram em um passado, onde a verba indenizatória era sacada na boca do caixa e tinha o teto de R$ 27 mil. Isto acabou, não por iniciativa e livre vontade da Câmara, mas por pressão do Ministério Público Estadual. E com tudo isto, o Poder Legislativo municipal ainda possui sobra de custeio, o que pode até lhe permitir a comprar um prédio próprio – ou construir em área doada pela Prefeitura no final deste ano.

 

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