A comunidade líbia comemorou, em Brasília, o anúncio da morte de Muammar Gaddafi, nesta quinta-feira. Entre 20 e 25 pessoas se reuniram na embaixada do país para confraternizarem.
Estiveram presentes diplomatas, líbios que moram no Brasil e estrangeiros de outros países que se solidarizaram com a causa.
Os líbios celebraram a ocasião queimando fotografias de Gaddafi e exemplares do "Livro Verde" -- obra da autoria do ex ditador, publicada em 1975, em que defende suas posições políticas.
No mastro da embaixada, está erguida a bandeira original da independência da Líbia [de 1951]; hoje, identificada como a bandeira do CNT (Conselho Nacional de Transição).
Quando tomou o poder, em 1969, Muammar Gaddafi trocou o símbolo nacional [das cores vermelho, preto e verde; com o símbolo islâmico no centro] pela bandeira das cores vermelho, branco e preto.
Segundo Abdalla Al Hamdy, um dos quatro líbios que moram na capital, espera-se que, dentro de dois meses, seja indicado um novo embaixador ao posto no Brasil.
Salem El Zubeidy, ex-embaixador pró-Gaddafi, deixou o cargo em setembro, devido a queda de Gaddafi na Líbia, a ascensão do CNT e por não ter o apoio dos outros diplomatas na embaixada. Zubeidy ficou "exilado" na residência oficial durante cerca de um mês.
Patrícia Mayer, secretária dos embaixadores líbios desde 1999, disse que presenciou os acontecimentos dos últimos meses de forma intensa e que está feliz pelos desdobramentos.
"Fui testemunha do esforço do embaixador [Zubeidy] com o governo brasileiro para a manutenção do reconhecimento do regime Gaddafi. Mas, hoje, confesso que estou feliz", declarou Mayer.