A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, participou na manhã desta terça-feira de um seminário sobre gestão e marketing esportivo no futebol carioca. Quando questionada, afirmou que o jejum de dez partidas no Campeonato Brasileiro não a fez pensar em dispensar o técnico Vanderlei Luxemburgo, como foi especulado na ocasião.

Segundo a mandatária, o técnico foi contratado para um período de dois anos e, além de não estar disposto a assumir uma dívida relevante até o final da próxima temporada, o clube tinha o interesse de continuar o projeto que já resultou na conquista do título estadual em 2011 e promete mais, de acordo com ela mesma.

"Quando contratamos um técnico por dois anos é porque confiamos em um projeto, e o treinador tem aquela segurança de saber que não sairá por causa de duas ou três rodadas. O que é parte do projeto e pouca gente vê é que o Luxemburgo está usando os jogadores das categorias de base. Por uma série de motivos, não passou pela minha cabeça demitir o Luxemburgo", comentou Patrícia Amorim.

Na véspera do duelo diante da Universidad do Chile, marcado para esta quarta-feira, no Engenhão, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, a presidente aproveitou para reforçar sua posição de que todas as competições devem ser priorizadas, e que a equipe tem que ser a mesma para disputar a competição continental e também o Campeonato Brasileiro.

"Conversamos muito nos bastidores, com comissão técnica e preparação física, e chegamos ao denominador comum de que a importância é sempre chegar à Libertadores. A Copa Sul-Americana possibilita isso, temos que entrar para ganhar", completou Patrícia.