O secretário de Estado de Infraestrutura de Alagoas, Marcos Fireman (PSDB) disse, durante sessão especial da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) na manhã desta segunda-feira (17), que o Estado não tem condições financeiras de arcar com o custeio do financiamento das casas dos flagelados que aguardam – há mais de um ano – pelas residências em diversos municípios alagoanos.

Em um breve pronunciamento, Fireman cobrou das prefeituras as listas com os dados cadastrais dos desabrigados e destacou a importância da atuação da bancada federal alagoana na resolução do impasse entre o governo de Alagoas e a Caixa Econômica Federal. “Todos sabem da dificuldade do estado em fechar as contas. Não temos como pagar mais de R$ 150 milhões de financiamento, vamos trabalhar na construção do melhor caminho”, defendeu.

Ainda segundo ele, o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) e o de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), vão se encontrar amanhã (18), para debater o tema e propor uma solução. ”Esse conjunto de propostas tem como objetivo levar a discussão até a Presidenta do Brasil Dilma Rouseff (PT). Lá, tentaremos, ao menos, uma medida provisória que resulte na isenção do pagamento”, destacou.

O secretário apelou aos prefeitos por diversas vezes, que as listas de cadastros são de fundamental importância para elaboração, por parte da caixa, do estudo real do financiamento das casas.

A prefeita de Branquinha Renata Moraes (PMDB) se mostrou, em entrevista à imprensa, bastante irritada com o impasse e disse que um ponto comum tem que ser noticiado pelo Estado de Alagoas. “A população de Branquinha não tem condições de pagar qualquer financiamento. Não é justo que agora, após um ano, surja essa novidade”, frisou.

O superintendente regional da Caixa em Alagoas, Herbert Buenos Aires de Carvalho, também participou da sessão e destacou a importância na elaboração e entrega dos cadastros.

Na última sexta-feira (14), Vilela anunciou que o Estado vai pagar pelas casas das cerca de três mil famílias desabrigadas pelas enchentes, ocorridas em junho do ano passado, que estão alojadas em barracas. No primeiro momento, esse custeio será no valor de R$ 15 milhões.

Segundo a Caixa,10% do valor do imóvel serão pago pelos moradores, em prestações que variam entre R$ 50 e R$ 150.