O namorado de Daniele Pereira, Edvaldo dos Santos da Silva, afirmou nesta sexta-feira que a jovem de 22 anos está em coma induzido no Hospital Souza Aguiar. "Depois que vi, saí muito otimista. Com o impacto que teve, com o que ela sofreu, do jeito que ela está, é um milagre", disse ele. A jovem é uma das vítimas da explosão do restaurante Filé Carioca, ocorrida ontem no Rio de Janeiro.

Daniele foi internada com trauma de abdome, lesão vascular e ortopédica na perna e traumatismo craniano. Segundo Edivaldo, após ser submetida à cirurgia, ela foi sedada e enfaixada. A mulher respirava com ajuda de aparelhos e tomava medicação para não fazer muita força no tórax. Estava há cerca de dois meses no estabelecimento, que era seu primeiro emprego. No sábado, os médicos devem começar a tirar a sedação e ver como a garota reage.

Além dela, também estava internado em estado grave o auxiliar de cozinha José Roberto Pereira, 21 anos. Segundo informações de um funcionário do Hospital Souza Aguiar, o caso de José Roberto - que sofreu traumatismo craniano, lesão vascular e ortopédica na perna, fraturas de quadril e tórax - é o mais preocupante. Edvaldo afirmou que o quadro dele era pior em relação ao da namorada, e a família nem conseguiu ficar na unidade por muito tempo.

Mais cedo, Edvaldo disse crer que Carlos Rogério Amaral, dono do estabelecimento, não teve culpa no acidente, considerado por ele uma "fatalidade". "Para mim, o dono não é culpado. Por que não questionam quem deu o laudo? Por que não teve uma fiscalização?", afirmou.

Explosão
A explosão ocorreu na manhã de quinta-feira no restaurante Filé Carioca, que funciona no térreo do edifício Riqueza, na altura do número 9 da rua da Carioca, em frente à praça Tiradentes, centro do Rio de Janeiro. Três pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas.

As três vítimas fatais foram identificadas como Severino Antônio, chefe de cozinha do restaurante; o sushiman Josimar dos Santos Barros e Matheus Maio Macedo, 19 anos, que passava em frente ao local.

O comandante da Guarda Municipal, coronel Lima Castro, apontou um vazamento de gás como a possível causa da explosão. De acordo com ele, um botijão de gás ficou aberto na noite anterior e, quando o chefe de cozinha chegou pela manhã e acendeu a luz, houve a explosão. O homem teve o corpo arremessado até o outro lado da rua e foi parar na praça Tiradentes.