Além da presença de quatro cubanos na plateia que observou a Seleção Brasileira de vôlei feminino nesta quinta-feira, o grupo de meninas também contou com outra preocupação em treino realizado no Complexo Pan-Americano de Vôlei, em Guadalajara. O excesso de goteiras no local incomodou as atletas, que demonstraram preocupação devido ao local ser a sede dos jogos do Brasil nesta modalidade.

"Acho muito arriscado porque tem muita goteira, podemos escorregar e sofrer uma lesão mais séria e depois tem a Copa do Mundo", afirmou a meio-de-rede Thaísa, que passou por um susto durante a atividade, ao se enroscar com a rede e torcer o tornozelo esquerdo, em acidente que nada teve a ver com as goteiras. "Não conheço nenhum ginásio no mundo que não tenha uma goteira", minimizou a jogadora.

O complexo apresentava diversos papelões espalhados ao redor das linhas que demarcam a quadra para conter o avanço das goteiras. Além disso, de tempos em tempos um membro da comissão entrava no local com um esfregão visando evitar a entrada da água no ambiente de treino das atletas brasileiras.

"Faz parte, mas acho que até começar a competição isso já está arrumado, a gente vai lidando", desconversou a ponteiro Paula Pequeno, uma das principais estrelas da equipe, que ainda fez previsões sobre o que pode ocorrer em caso de chuvas durante as partidas. "Provavelmente teremos que parar e aquecer de novo", declarou.

A delegação do vôlei feminino desembarcou em Guadalajara na última quarta, e no mesmo dia realizou treino na Universidade Iteso. A equipe estreia no Pan neste sábado, diante da República Dominicana, pelo Grupo A, que também conta com Cuba e Canadá. "A gente espera que até sábado fique pronto, mas tudo está com goteira aqui, até nosso ônibus", finalizou o técnico José Roberto Guimarães.