A confiança do consumidor dos Estados Unidos caiu inesperadamente em outubro, com preocupações sobre o declínio da renda pessoal reduzindo as expectativas dos norte-americanos para o menor nível dos últimos 30 anos. O índice de confiança Thomson Reuters/Universidade de Michigan, divulgado nesta sexta-feira, desabou de 59,4 em setembro para 57,5 na leitura preliminar deste mês. Economistas ouvidos pela Reuters previam leitura de 60,2.
As perspectivas dos consumidores também pioraram. A medida das expectativas foi a mais baixa desde maio de 1980, caindo de 49,4 para 47,0. O componente caíra a esse nível no início de setembro, antes de ser revisado para cima, e acumula queda de mais de 20 pontos desde o começo deste ano.
"Mesmo se a economia conseguir evitar a designação formal de recessão pelo National Bureau of Economic Research (Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas), os gastos reais do consumidor não serão fortes o suficiente para permitir uma geração de emprego mais robusta, que é necessária para ofuscar o efeito negativo da estagnação econômica sobre o comportamento do consumidor", avaliou o diretor da pesquisa, Richard Curtin, em comunicado.
Cerca 39% dos consumidores citaram a redução de renda como motivo da piora de suas finanças, enquanto 65% deles não esperam aumento de renda durante o próximo ano. Ambas as taxas foram as mais altas já registradas pela pesquisa. O componente de condições econômicas atuais caiu de 74,9 para 73,8.
A melhora nas expectativas de inflação foi o único ponto positivo, com a expectativa de inflação para daqui um ano caindo de 3,3% para 3,2%. A perspectiva de inflação para daqui cinco a 10 anos caiu de 2,9% para 2,7%.