Os bancários em greve de agências em Belo Horizonte vão ser obrigados a manter um funcionário nos bancos para atendimento de questões relacionadas ao recebimento de pensão alimentícia. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (13), após uma ação civil pública da 3ª Defensoria das Famílias da Comarca de Belo Horizonte. Da decisão cabe recurso.

De acordo com a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, o objetivo da ação é ajudar as famílias favorecidas pela pensão alimentícia que, em diversos casos, têm dificuldades para realizar os saques nas agências bancárias. O órgão também explicou que muitas pessoas que precisam depositar os valores também não possuem conhecimento de como fazê-lo e precisam da ajuda de funcionários. Pessoas tiveram a prisão preventiva decretada por atrasos no pagamento.

A defensoria informou que as famílias favorecidas são compostas em sua maioria por pessoas de baixa renda e com dificuldades para utilizar recursos digitais. Segundo o órgão, devido à baixa remuneração, os valores são extremamente importantes no dia a dia dessas famílias.

Após notificação, os bancários em greve vão ter um prazo de 48 horas após a notificação para se adequarem à decisão. Caso o serviço não seja oferecido, está prevista uma multa diária de R$ 50 mil. De acordo com a defensoria, o dinheiro será revertido para o Fundo da Infância e da Adolescência.

O Sindicato dos Bancários de Minas Gerais informou que ainda não foi notificado pela Justiça.