Os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que mostram que Alagoas ocupa o 1º lugar no ranking do Estado mais violento do Brasil, motivaram um intenso debate na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), na tarde desta terça-feira (11). Temoteo Correia (DEM) levantou a questão e criticou duramente a atual política de segurança pública do estado.
Para Correia, chegou o momento de Alagoas adotar uma postura mais contundente diante da realidade “caótica” a qual os alagoanos são submetidos. “É bem verdade que o crime de mando em Alagoas quase acabou. Porém, a violência relacionada às drogas cresce de forma descontrolada e medidas urgentes devem ser adotas pelo governo”, colocou.
Ainda segundo Correia, há algum tempo os bandidos que moravam fora de Alagoas tinham medo de “aprontar” no estado, devido à autoridade exercida pela Polícia. “Faço uma breve lembrança que quando tínhamos o Coronel Amaral tomando conta da sociedade, a violência em Alagoas era muito menor, quase inexistente”, recordou o parlamentar, salientando que a política de enfrentamento é o melhor caminho para combater ‘a empesteada crise na segurança em Alagoas’.
“Vejo o exemplo no estado de São Paulo: ao reagir a uma ação da Polícia Militar, o bandido é morto. Já em Alagoas, os bandidos é que mandam e atiraram na Polícia. Os papéis não podem ser invertidos, é lamentável”, colocou Correia.
Logo após as duras críticas, o líder do governo na ALE, Edval Gaia (PSDB), rebateu as colocações do colega de parlamento e disse que o Executivo investe no combate ao crime. “O crime de mando em Alagoas não tem vez, os culpados são responsabilizados e levados à Justiça. A inteligência da Polícia prendeu, há alguns meses, a quadrilha que aterrorizava os alagoanos. Isso mostra que estamos trabalhando”, pontuou.
Em seguida, quem ocupou a tribuna foi Judson Cabral (PT). Ele também criticou os altos índices de violência e lamentou o relatório da ONU. "É preciso discutir isso com muita seriedade, porque atinge a todos nós", observou.
O pestista teceu ainda críticas ao Orçamento do Estado, já que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) solicitou a capacidade de remanejamento de 30%. Mais uma vez, o líder do governo saiu em defesa do Executivo e afirmou que o Estado respondeu ao relatório da ONU. "No dia em que foi divulgado esse relatório, o secretário de Defesa Social falou. O governo tem trabalhado muito em relação a isso. Não estamos perdendo recursos", acentuou Gaia.
