O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, felicitou nesta sexta-feira as três mulheres laureadas com o Prêmio Nobel da Paz neste ano: Ellen Johnson Sirleaf, presidente da Libéria, e Leymah Gbowee, ativista liberiana, e Tawakkul Karman, ativista do Iêmen.
Ban afirmou que a decisão do comitê em homenagear o trio "não podia ser melhor". "É um símbolo do poder das mulheres. Antes de tudo, mostra o papel vital que as mulheres têm no avanço da paz, da segurança e dos direitos humanos", afirmou o secretário-geral, citado por seu porta-voz, Martin Nesirky.
O prêmio foi concedido a elas, de acordo com o comitê, por "sua luta não violenta pela segurança e pelos direitos das mulheres na participação do processo da construção da paz".
"Não podemos alcançar a democracia e paz duradoura no mundo ao menos que as mulheres obtenham as mesmas oportunidades que os homens para influenciar o desenvolvimento em todos os níveis da sociedade", disse o comitê.
JUSTIFICATIVA
O anúncio lembrou que em 2000, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução que tornava, pela primeira vez, a violência contra mulheres em conflitos armados um assunto de segurança internacional. "Isso destacava a necessidade de as mulheres se tornarem participantes em pé de igualdade com os homens nos processos de paz".
Ellen Johnson Sirleaf foi a primeira mulher a ser eleita democraticamente em uma nação africana, a Libéria. Desde que tomou posse, em 2006, ela vem contribuindo para assegurar a paz no país, segundo o anúncio, para promover o desenvolvimento social e econômico e fortalecer o status da mulher na sociedade.
Leymah Gbowee mobilizou e organizou as mulheres independentemente de diferenças étnicas e religiosas na Libéria para colocar um fim na guerra no país e assegurar a participação feminina nas eleições. Ela vem promovendo a influência da mulher no oeste africano.
Tawakkul Karman, mesmo nas situações mais difíceis antes e durante a Primavera Árabe, teve um papel de liderança na luta pelos direitos das mulheres e pela busca da democracia e da paz no Iêmen.
"O comitê espera que Sirleaf, Gbowee e Karman ajudem a colocar um fim na opressão das mulheres que ainda ocorre em muitos países e a deixar claro o grande potencial que as mulheres representam para a democracia e para a paz".