O ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar afirmou nesta quinta-feira ao abrir uma convenção do Partido Popular (PP, centro-direita) que a formação política conservadora tirará o país do "buraco do desemprego, desperdício e corrupção" que deixaram os socialistas.

O PP, principal partido da oposição na Espanha, realiza desta quinta ao sábado na cidade Málaga uma convenção nacional com o lema "Começa a mudança", para apresentar seus candidatos às eleições gerais do dia 20 de novembro e algumas propostas de seu programa.

Os conservadores espanhóis, com Mariano Rajoy, presidente do partido e candidato à Presidência do Governo, saem como favoritos neste pleito nos quais as enquetes preveem que podem superar a maioria absoluta (176 cadeiras).

Na reunião, o PP finaliza seu programa eleitoral baseado em soluções para que a Espanha supere a atual crise econômica após oito anos nos quais, de acordo com os dirigentes conservadores, o Governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero deixou "uma herança envenenada".

No discurso de inauguração da convenção, Aznar avaliou o legado de Zapatero, com quase cinco milhões de pessoas sem emprego, 250 bilhões de euros a mais de dívida, a renda no nível de 2004, cortes sociais e a desconfiança dos mercados na economia espanhola, resumiu.

Aznar afirmou que em 1996, quando ganhou suas primeiras eleições, o PP recolheu uma "péssima herança" e se pôs a trabalhar "para tirar a Espanha do buraco do desemprego, desperdício e corrupção que tinham deixado os socialistas".

"Agora a herança será ainda pior. Teremos que tomar decisões e realizar ambiciosas reformas que voltem a fazer da Espanha um país de emprego e oportunidades", disse.

O político acusou duramente o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que governa a Espanha desde 2004, e defendeu a necessidade de um novo Executivo que recupere para o país e para os espanhóis "a confiança esbanjada por anos de frivolidade, extremismo e irresponsabilidade".

"A Espanha precisa de um bom Governo porque os socialistas nos saem sempre muito caros: nos arruínam o presente e nos hipotecam o futuro", criticou Aznar.

De acordo com sua opinião, chegou a hora de tirar a Espanha do "desemprego em massa, do retrocesso social e da deterioração institucional e de colocá-la de novo no caminho do êxito".

Sobre este contexto, citou os quase cinco milhões de desempregados e lamentou que "enviem cartas dizendo ao país o que tem que fazer".