As eleições municipais em Maceió e nos principais colégios eleitorais – como é o caso de Arapiraca, por exemplo – podem servir de base para que na mesa de 2012 sejam jogadas as fichas para 2014. Por esta razão, o empenho – como é afirmado em bastidores políticos – dos grandes caciques da política alagoana: os senadores Fernando Collor de Mello (PTB), Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP), além do próprio governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).
No cenário que se desenha agora, pode estar o início do caminho para duas disputas envolvendo estes nomes: o Senado Federal (desta vez com uma única vaga desta vez) e o Governo do Estado, que possui nomes habilitados para a disputa: Calheiros e Benedito de Lira (ambos em caso de derrota podem retornar ao Senado) e o vice-governador Thomaz Nonô (Democratas). Pelo Senado Federal, podem entrar em linha de disputa: Teotonio Vilela Filho e Fernando Collor de Mello. Não desprezemos uma tentativa de Heloísa Helena (PSOL).
Com isto, os caciques buscam espaços nos principais colégios eleitorais, pavimentando as vias de acesso para um futuro vindouro. Uma das regras deste jogo – como já frisei aqui – é que não se consolidem novas forças (ou novos caciques). Muito cedo para esta análise de cenário? É o que muita gente pensa, inclusive este blogueiro que vos fala, já que política deveria ter finalidades mais nobres do que jogar xadrez. Mas, é o que está posto.
Benedito de Lira reforça o PP em busca de conquistar umas três dezenas de prefeituras municipais em Alagoas. Para isto, lança 60 nomes. Como se não bastasse, articula indicar vices em chapas envolvendo Maceió e Arapiraca: colégios eleitorais que nem de longe podem ser desprezados. As movimentações de Calheiros: o PMDB deve ter chapa forte para a Câmara Municipal de Maceió. Será presente no interior. Pode ainda estar na majoritária com algum vice.
Renan Calheiros já possui – independente do rumo – o prefeito Cícero Almeida (PP) ao seu lado, com a cartada de levar Mosart Amaral para o diretório municipal do partido. O bloco tucano caminha com toda calma do mundo – característica própria de quem entende e não tem pressa no jogo. As declarações de Vilela são sempre na tentativa de evitar polêmicas, desgastes ou rompimentos. É como falou de Almeida hoje, em matéria veiculada no Cada Minuto.
O deputado federal Rui Palmeira (PSDB) passa a ser um bom nome na Prefeitura. Em Arapiraca, Rogério Teófilo pode entrar em cena. E há uma busca por aglutinar aliados. Neste processo, como já frisou uma vez o presidente estadual do PTdoB, Marcos Toledo, políticos como Ronaldo Lessa (PDT) e o deputado Givaldo Carimbão (PSB) estão cada vez mais na parte periférica do tabuleiro.
Especialistas em decidir eleições antes do voto, até o dia em que os votos mostrarem que a história escrita pode ser outra diferente da que é desenhada em tabuleiros madrugais!
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Em tempo: peço desculpas aos leitores pelo longo período sem atualização. Mas, recupero-me de uma virose. Retorno, aos poucos, ao habitual processo de alimentação deste espaço com textos e diálogos. O mesmo pedido de desculpas e justificativas servem para a demora na liberação dos comentários. Certo da compreensão dos leitores-amigos, volto ao trabalho!
Abraços