A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) informou – por meio de sua assessoria de imprensa – que entra com uma Ação Civil Pública contra a Caixa Econômica Federal e contra a União por conta da possibilidade dos municípios perderem recursos federais e ficarem negativados no CAUC.

De acordo com AMA a Ação Civil Pública na Justiça Federal visa suspender os efeitos do Decreto de número 7.648/2011, para garantir a validade dos empenhos do exercício financeiro de 2009, bem como para que a União se abstenha de negativar os municípios alagoanos. A atual situação – segundo a assessoria de imprensa da AMA - impede de manter os trabalhos de processamento dos contratos de repasse e/ou convênios que tramitam na Caixa, que é “nesse contexto, mandatária da União”, coloca a nota.

“Os municípios correm o risco de perder os recursos de diversos programas federais, caso não cumpram o prazo”, destaca ainda a assessoria de imprensa. Segue abaixo a nota que foi divulgada à imprensa, em sua íntegra.

Nota

Com a deflagração da greve dos bancários, os municípios podem perder recursos federais e ficar negativados no CAUC, pois estão impedidos de manter os trabalhos de processamento dos contratos de repasse e/ ou convênios que tramitam na Caixa que é, nesse contexto, mandatária da União. A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) entrará com uma ação civil pública na Justiça Federal para suspender os efeitos do Decreto nº 7.468/2011, de modo a garantir a validade dos empenhos do exercício financeiro de 2009, bem como para que a União se abstenha de negativar os municípios no CAUC.


O prazo se encerrou sexta (30), para os empenhos 2009, que estão sob pena de perda de validade caso não seja encaminhado para a Caixa os documentos necessários para regularizar os convênios e contratos de repasse. Ou seja, os municípios correm o risco de perder os recursos de diversos programas federais, caso não cumpram o prazo.


Os relatórios demonstrativos referentes à Lei de Responsabilidade Fiscal também possuiam prazo sexta. O Relatório Resumido de Execução Orçamentária deve ser entregue a Caixa 30 dias após cada bimestre e o Relatório de Gestão Fiscal, a cada final de quadrimestre. Os municípios também correm o risco de ficarem inadimplentes no CAUC.


A despeito da iniciativa, a AMA orienta que cada Prefeitura promova os meios jurídicos necessários para resguardar seus direitos.

 

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