Um curto-circuito ou um vazamento de gás de cozinha pode causar verdadeiros desastres em residências e empresas, caso haja um incêndio. Mas, prejuízos dessa natureza podem ser evitados a partir da contratação de uma apólice – documento que formaliza a aceitação do risco objeto do contrato - de Seguro Incêndio, Raio e Explosão, o que vem se popularizando entre os alagoanos, que deixaram de se preocupar apenas com os danos causados a veículos, vendo esse tipo de “precaução” como um investimento e uma forma de resguardar, financeiramente, os seus bens.

Para atrair ainda mais os segurados, a cobertura inclui reparos por danos elétricos em aparelhos e instalações causados por curto-circuito, variação de tensão e queda de raio; Impacto de veículos, que dá garantia diante de danos materiais causados ao imóvel por queda de aeronaves e impacto de veículos; Quebra de vidros que integrem a construção, bem como espelhos planos e tampos de mesa; Responsabilidade Civil, que cobre danos causados a terceiros pelo segurado, seu cônjuge, filhos e ainda, empregados e danos corporais causados por animais domésticos; Subtração de Bens, que pode ser utilizado em casos de perdas e danos no imóvel, além daqueles ocorridos durante roubo ou furto.

O valor do seguro é calculado com base nos bens existentes na residência ou empresa, como aparelhos eletrônicos e também, a partir do valor para a reconstrução do imóvel, que nem sempre é o mesmo que ele valeria, caso fosse vendido. É o que explica o corretor de seguros da Jaraguá Seguros, Djaildo Costa, que contou ainda, que o pagamento da apólice é anual e pode ser parcelado em até quatro vezes. Ele afirmou que muitas pessoas só lembram a necessidade de um seguro contra incêndios quando o estrago já ocorreu, citando como exemplo o caso do proprietário de uma Loja de Jet ski na Massagueira que não tinha o serviço e teve um prejuízo de mais de R$ 800 mil.

“Se um imóvel vale R$ 300 mil, o proprietário pode pagar o valor de R$ 300 reais por ano no seguro. Mas, o seguro de automóveis ainda é a menina dos olhos, porque as pessoas acreditam que nesse caso os riscos de acidentes são maiores. No entanto, uma casa e uma empresa levam tempo para serem construídas, há toda questão de preservar equipamentos e arquivos, que podem ser perdidos em um incêndio. Uma das vantagens de adquirir um seguro Incêndio, Raio e Explosão é que o bem segurado pode ter uma manutenção inclusa na apólice, o que agrega valor. Imagine uma empresa com  jet skis avaliados em mais de R$ 800 mil que não tem um seguro, é inacreditável”, ressaltou.

Mencionando o item que garante o ressarcimento em casos de roubos ao imóvel, Costa informou que a apólice inclui todos os equipamentos que podem ser levados, como computadores e outros aparelhos eletrônicos. “Tem mais algumas coberturas, como roubos praticados por empregados, além de seguro de vida para os funcionários das empresas. Notamos que os brasileiros ainda não têm o costume de fazer seguros, mas só diante da necessidade é que a importância fica evidenciada. Se uma empresa pega fogo e não há garantias para se reerguer, a vida do empresário, que ficará sem capital de giro para reconstruí-la, praticamente acabou”, disse.

A busca por segurados

Segundo o corretor, o trabalho em busca de novos segurados é árduo e no caso do Seguro Incêndio, Raio e Explosão é feita a partir de outras apólices, como o seguro de automóveis. “A maioria dos segurados já tem seguro de automóveis e acaba se interessando, quando oferecemos um seguro que pode deixá-lo tranqüilo em caso de um incêndio em sua empresa ou residência. Ainda é um trabalho de formiguinha, também feito por meio de telemarketing, pois nosso objetivo é anular um risco”, destacou.

Além de grandes lojas de departamento, outros segmentos estão aderindo o Seguro Incêndio, Raio e Explosão, mas, Costa lembra que há empresas onde os riscos são maiores e por isso, a maioria das seguradoras não atendem a demanda. “Há segmentos que nem se cobrem, em casos de incêndios. Em um estabelecimento que recupera pneus há um risco muito grande de incêndio, por isso as seguradoras preferem não se comprometer. Muitas franquias têm e há empresas que devido aos produtos que comercializam precisam ter, como supermercados”, explicou.

Ele lembrou que há casos em que o segurado diz que seu bem vale determinado valor, mas a partir de R$ 300 mil a seguradora faz uma vistoria, para determinar o preço da apólice. “Um imóvel de R$ 500 mil não custaria isso, caso fosse reconstruído. Engenheiros e pessoal técnico fazem essa avaliação. Os clientes devem procurar mais as seguradores, não podem se acanhar. No site www.jaraguaseguros.com.br é possível fazer cálculos on-line. Nosso objetivo é que os clientes se sintam protegidos, pois o corretor também é um agente social”, disse.

Protegido na terra e no ar

O piloto de avião Carlos Alberto agradece o fato de nunca ter sido necessário acionar seu seguro de vida, assim como o seguro que fez para sua residência. Ele afirmou não querer estar despreparado, no caso de alguma fatalidade acontecer e ainda, que na hora de fazer a apólice, levou em consideração os benefícios oferecidos pelo Seguro Incêndio, Raio e Explosão.

“Já tenho esses dois seguros há muitos anos. Não gostaria de ter que remediar os prejuízos, caso minha residência fosse assaltada ou atingida por um incêndio. Tem também os benefícios da apólice, como a responsabilidade civil e o pagamento, que é anual. Se eu precisar fazer uma chave para a minha residência posso acionar a seguradora. É uma proteção e um investimento para o meu patrimônio”, reiterou.

“Juridicamente” seguro

O advogado Luiz Vasconcelos Neto fala com orgulho do seguro que adquiriu para seu escritório jurídico há dez anos, lembrando que além de seus bens, o objetivo é resguardar o interesse de seus clientes. Para ele, o Seguro Incêndio, Raio e Explosão deve ser visto como um benefício.

“Tenho o dever profissional de preservar processos físicos dos meus clientes, que são virtualizados nos computadores. Há dados sigilosos, por isso, queremos evitar danos, ninguém quer que aconteçam fatalidades. A conscientização sobre a importância do serviço foi que me fez contratá-lo. Nos precavemos, mas rezamos para não precisar usar, disse.