Com a ida de Mozart Amaral para a presidência do diretório do PMDB, o senador Renan Calheiros (PMDB) anula qualquer possibilidade do prefeito Cícero Almeida (PP) hipotecar apoio a uma chapa onde os peemdebistas não estejam. A não ser que haja um rompimento (quase impossível) entre Almeida e Amaral. Ao que tudo indica, a agremiação liderada por Renan Calheiros – levando-se em consideração as arrumações que estão se ensaiando – ficará distante do PP no jogo eleitoral.

O Partido Progressista tem o nome do secretário estadual Marcelo Palmeira, que tenta emplacar como vice em uma possível composição. O PMDB tem o nome de Mozart Amaral – que não tem garantias de ser prefeito, já que o maestro da orquestra peemedebista é muito cauteloso – que também pode ser indicado em uma composição com o PT, com a presença do vereador e presidente da Câmara Galba Novaes (PRB), por exemplo, caso este se filie superando a rejeição quanto ao seu nome.

Almeida sempre deixou visível o distanciamento do PP. Na sexta-feira, dia 30, optou por dar atenção às filiações do PMDB, incluindo Amaral, enquanto o Partido Progressista fazia sua “festa” no Centro de Convenções. Arrastou ainda consigo alguns vereadores. O prefeito também já abandonou a presidência diretório municipal do PP. Nas declarações do presidente da legenda Benedito de Lira, que sempre foi enfático nas defesas de Almeida, o que se vê são falas curtas, objetivas, cautelosas no intuito de evitar polêmicas.

Benedito de Lira diz que o partido estará aberto caso Cícero Almeida queira ser candidato a vereador; ele coloca ainda que acredita na permanência do chefe do Executivo na legenda. O apoio de Almeida é importante para 2012? Levando-se em consideração sua densidade eleitoral pode-se responder que sim; o problema é que o prefeito – ao longo de sua trajetória política – não construiu um grupo que permitisse um sucessor.

Agora, para fazer um, ou pelo menos indicar um vice, alia-se com Renan Calheiros, que também tem os olhos voltados para 2014. Afinal, o grupo que assumir a Prefeitura de Maceió em 2012 tem uma importante base de apoio para as eleições estaduais, onde estarão em cena os nomes de Renan Calheiros, o senador Fernando Collor de Melo (PTB) e do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Este último na disputa pelo Senado. Os outros dois: Senado ou Governo do Estado.

Por isto são nomes que não podem se retirar do processo. Não podem deixar de hipotecar seus apoios. E evidentemente, o que não é surpresa para ninguém, não podem deixar nascer cacique novo. Não é mesmo, Almeida?

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