O coronel Erir Ribeiro Costa Filho, novo comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, está reunido nesta sexta-feira com o comandante do Estado Maior, coronel Alberto Pinheiro Neto, e a chefe de gabinete, coronel Katia Boaventura, para definir as diretrizes da administração da corporação.
O encontro também tem como objetivo apontar os nomes que devem compor o primeiro escalão da PM. Além disso, os comandos de alguns batalhões podem sofrer alterações.
Governador comenta nova cúpula
Um dia após a troca no comando-geral da PM, o governador Sérgio Cabral elogiou o trabalho do secretário de Segurança José Mariano Beltrame, do ex-comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, e negou que haja uma crise no governo.
Durante cerimônia do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Queimados, na Baixada, nesta sexta-feira, Cabral disse que tem total confiança em Beltrame e reforçou que o secretário possui autonomia para escolher os chefes das polícias Militar e Civil.
Ao comentar a saída de Mário Sérgio e a entrada de Erir Ribeiro da Costa Filho, o governador afirmou que a decisão foi tomada por Beltrame. "Foi escolha dele (Beltrame). Ele escolheu o Ubiratan (Ângelo, ex-comandante), o Mário Sérgio e agora o Erir Ribeiro. Todas foram excelentes escolhas", disse.
Cabral fez questão de elogiar o trabalho do ex-comandante-geral, que ainda se recupera de uma cirurgia no Hospital Central da PM. "O que acontece é que a política de segurança pública é superior às pessoas. Quero agradecer ao Mário Sérgio, que saiu com uma dignidade exemplar. Ele assumiu a responsabilidade que de fato o secretário dá para seus subordinados e ao mesmo tempo reconheceu a importância da política de segurança pública", avaliou. Perguntado sobre a prisão do tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, acusado de mandar assassinar a juíza Patrícia Acioli, o governador não comentou o caso.