Homens armados vestidos com uniformes militares abriram fogo na capital econômica dos Camarões, Douala, nesta quinta-feira, em um aparente protesto contra o presidente Paul Biya, dias antes de ele buscar a reeleição, disseram uma autoridade de segurança e a mídia local.

A autoridade afirmou que um dos pistoleiros mostrou uma faixa em que se lia: "Paul Biya, o ditador deve ir a todo o custo".

Biya governa o país produtor de petróleo na região central da África há 29 anos e buscará outro mandato na eleição de 9 de outubro.

Detalhes do incidente, incluindo o número de homens armados envolvidos, sua filiação e se houve vítimas, não estavam imediatamente disponíveis.

A imprensa local identificou um homem que afirmava no Twitter estar por trás do ataque como Bertin Kisob, 36, um candidato cujo pedido de disputar a eleição foi rejeitado pelas autoridades.

A Reuters conversou com um homem através de um número de telefone em seu blog que se identificou como Kisob, mas não foi capaz de verificar de forma independente a sua identidade.

Kisob disse que mais ataques viriam a seguir. Segundo ele, 10 pessoas estavam envolvidas no ataque, na principal ponte em Douala, e uma delas foi morta durante conflito com as forças de segurança.

A emissora de televisão local informou que as forças de segurança tomaram o controle da ponte Wouri e lanchas estavam patrulhando o rio.

A televisão mostrou um táxi baleado na ponte cujo motorista disse que pelo menos um dos pistoleiros fez vários motoristas pararem e levou as chaves de seus carros.

Uma autoridade do governo estadual disse que a calma havia sido restabelecida. Vários moradores afirmaram que havia forças de segurança em toda a cidade de cerca de 2 milhões de habitantes.

O funcionário, que não quis ser identificado, disse que várias pessoas haviam sido presas.