O clima de indefinições dentro do PP – segundo apurou o Blog do Vilar – já incomoda alguns pré-candidatos a vereador e os edis que buscam a reeleição. O partido do senador Benedito de Lira (PP), do prefeito Cícero Almeida (PP) e que detém a maior bancada da Câmara Municipal de Maceió ainda não mostrou quais rumos irá tomar em 2012.

Lira está confortável no cargo de Senador da República e Almeida ainda resolve questões – segundo fontes – internas para decidir seus caminhos: se será ou não candidato a vereador por Maceió e qual o sucessor que terá o seu apoio. Um dos pepistas da Câmara Municipal da capital alagoana se sente incomodado com a possibilidade das alianças. “Precisamos caminhar e coligar. Ficar sozinho é suicídio”, confidencia.

A preocupação se faz porque dos cinco pepistas, quatro tentam reeleição: Oscar de Melo, Fátima Santiago, Chico Holanda e Davi Davino. Apenas Carlos Ronalsa não busca reeleição, por ter interesse de concorrer ao cargo majoritário no interior do Estado, mais precisamente a cidade de Piaçabuçu. Ou seja, para garantir a bancada o PP tem o desafio de coligar bem e garantir uma renovação nos quadros que permita a soma de votos para o coeficiente eleitoral.

Há uma pressa por muitos pepistas para que estes diálogos aconteçam. O que animou a muitos foi a permanência de Cícero Almeida no partido. De acordo com Oscar de Melo, líder do partido na Câmara, o chefe do Executivo descarta o PSC e o PSD. “Ele inclusive já me autorizou a anunciar isto aos demais vereadores do partido”. Quanto aos diálogos, Oscar de Melo não confirma a pressa de alguns colegas.

Segundo Melo, o partido tem se reunido tanto no âmbito municipal, quanto estadual. “Estamos buscando pessoas novas para contribuir com o processo e se lançar candidato também”, colocou. Mas, há o medo de alguns pepistas não retornarem ao parlamento-mirim. E já não dá mais para buscar novos rumos. Agora é acreditar nos caminhos que o barco vai tomar. O senador Bendito de Lira – que comanda a legenda no Estado – foi enfático em sua mais recente entrevista à imprensa: “ainda é cedo para discutir eleição, deixa para 2012”. Não é isso que alguns correligionários acham.
 

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