O Hospital Geral do Estado (HGE) sempre foi um ponto de denúncias e matérias jornalísticas, servindo de exemplo para ilustrar o caos na Saúde, seja neste governo ou em passados. Não é uma exclusividade da Era tucana. Mas, a situação dos que precisam do serviço da unidade é lastimável, muitas vezes desesperadora, deixando evidente a necessidade de ações urgentes para resolver questões como superlotação, falta de macas, lençóis, dentre outros pontos...
A situação já foi debatida na Câmara Municipal de Maceió – recentemente pelos vereadores João Luiz (Democratas) e Heloísa Helena (PSOL) – na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, pelo sindicato dos médicos. Enfim. Qualquer matéria nova – no âmbito nacional – infelizmente, só vem a reprisar o óbvio ululante, que já é tão insuportável de se ver.
A questão das macas trazidas pelo Fantástico ao relatar o caso do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência é um relato angustiante; uma humilhação para os homens e mulheres que precisam do serviço. Fez bem o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) ao se pronunciar rápido sobre o assunto, pelo menos demonstrando uma visão sobre o caso. Mas, é preciso mais...
Na avaliação de Vilela – conforme publicado na imprensa local – o HGE sofre ainda mais com a falta de atendimento de saúde básica nos municípios, que obrigam as pessoas a procurarem o HGE, que deveria atender apenas os casos de urgência e emergência.
Ora, se há um ponto de diagnóstico tão evidente, por que então não há sinergia entre as secretarias municipais e o Estado em tentar solucionar problemas independente de bandeiras e cores partidárias? Se bem que este é só um ponto dos problemas vivenciados pelo HGE. A própria localização do hospital, ao lado de um estádio de futebol, um ginásio de esportes e em meio ao trânsito do Centro da cidade também é um problema. Há outros, evidentemente!
O governador colocou que quanto às questões envolvendo as ambulâncias e as macas “presas”; eis um problema que já foi pontuado. E aqui fica a declaração dada à imprensa pelo chefe do Executivo: “a sobrecarga no atendimento se dá pela ineficiência do atendimento básico de saúde. No caso de Maceió – apontado como principal responsável pela sobrecarga pela Sesau – nós temos procurado e realizado parcerias, mas é preciso avançar mais”. Pois é, que se avance com soluções urgentes!
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