Sem marcar gols vai ser difícil ao CRB realizar o sonho de voltar à Série B do Campeonato Brasileiro no próximo ano, quando vai comemorar 100 anos de fundação. O time continua finalizando mal e na partida contra o Rio Banco (0x0), em pleno Rei Pelé no sábado, com grande público, desperdiçou diversas chances de marcar, principalmente no primeiro tempo. Exibiu os mesmos defeitos dos jogos anteriores.
O defeito é antigo, desde a abertura da primeira fase da Série C. E não é por acaso que o Galo tem o pior ataque da competição, onde marcou apenas sete gols, juntamente com Madureira e Campinense. Seu ataque superou apenas o do Araguaína, do Tocantins, que só fez três gols. A inoperância do ataque do Galo se mede pelo seguinte termômetro: sete gols em nove jogos. Média de menos um gol. Uma coisa horrível. Em contrapartida, tem a segunda pior defesa do campeonato. Não é atoa que já está seus atacantes formam o chamado “ataque cardíaco”. É de matar torcedor do coração.
O técnico Paulo Comelli vai ter que trabalhar muito esta semana para ajustar a pontaria do Alvirrubro, que no próximo sábado volta ao estádio de Goianinha, no Rio Grande do Norte, onde na primeira fase do campeonato foi goleado pelo América de Natal, no dia 6 de agosto, por 4x0. Agora não tem mais moleza. Vai ter que buscar fora de casa os dois pontos que perdeu no Rei Pelé.
Na abertura da segunda fase da Série C, apenas Paysandu e Joinville fizeram o dever de casa, derrotando respetivamente América de Natal e Ipatinga pelo mesmo placar: 1x0.

 

E o ASA continua dando preocupações ao seu torcedor. Fez dois jogos em casa, onde até certo tempo vencia tudo. Esperava-se a conquista dos seis pontos, que lhes dariam mais tranquilidade. Ficou nos quatro com uma vitória por 3x1 sobre o Criciúma e no empate de 1x1 com o Grêmio Barueri, quando contou com a sorte. Os comandados do técnico Vica parecem que sentiram a falta do guerreiro Didira, que está no Atlético Mineiro. Em décimo-segundo lugar com 33 pontos, pega o Vila Nova nesta terça-feira, às 20h30, fora de casa. Jogo de alto risco.
Na verdade, nenhum dos três times de Alagoas na disputa do Brasileiro venceu no fim de semana. O Coruripe jogou domingo no Arruda e perdeu por 1x0 para o Santa Cruz, diante de um público superior a 45 mil torcedores. O Hulk até que reagiu bem as pressões dos pernambucanos. Jogo de volta no próximo domingo, no Gérson Amaral. O representante de Alagoas terá que vencer por mais de um gol para ir seguir na competição, rumo à Série C.

 

Já o CSA? Volta a fazer vergonha ao seu torcedor. Não importa se o time é convidado da FAF para a disputa da Segunda Divisão do Alagoano. Quem está em ação é o clube, uma tradição de 98 anos. Parecia time pequeno diante do São Luiz, por quem foi derrotado por 2x1 neste domingo, em pleno Rei Pelé. Se arrependimento matasse, os que aprovaram a ideia do Azulão disputar a Segundona alagoana já estariam embaixo da terra. Uma desgraça, embora assim não o pensem o presidente Jorge Sexto e o técnico Celso Teixeira.