Diante do receio mundial de uma crise econômica, a princípio menos grave do que a de 2008, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB) adotou um tom, em entrevista à imprensa, na última sexta-feira (23), otimista e desenhou um cenário menos preocupante do que o criado pelos meios de comunicação.
Para o governador, a crise deverá chegará ao Brasil e, por conseqüência, a Alagoas com uma intensidade menor do que a sentida pelos países Europeus. “O nosso Estado tem, hoje, um equilíbrio fiscal coerente e forte com as condições dispostas pela estrutura econômica”, frisou.
Ainda segundo ele, apesar de todo trabalho fiscal realizado pela secretária de Estado da Fazenda – nos últimos anos- se faz necessário ficar atento para o cenário internacional.
“Caso seja necessária alguma alteração e/ou mediação do Estado, diante de uma crise em Alagoas, estaremos preparado, além disso, também temos apoio do Banco Mundial (Bird)”, assegurou o governador.
Vilela relembrou um encontro realizado com o diretor do Banco Mundial (Bird) no Brasil, Makhtar Diop, no começo do mês de agosto do corrente ano. Na oportunidade, Diop deu o sinal verde da instituição para a contratação de um novo empréstimo para financiar ações do Governo até o final desta gestão.
A operação financeira proposta pelo governo estadual é no valor de US$ 300 milhões, que deverão ser destinados a ações nas áreas de educação, saúde, segurança pública e infraestrutura.
Os investidores permanecem de olho nos desdobramentos da crise europeia. Hoje, a imprensa grega noticiou que as mais altas autoridades econômicas do país já admitem o calote, uma informação que foi desmentida (em caráter parcial) mais tarde pelo governo de Atenas.
E em uma das poucas notícias tranquilizadoras desta semana, o G20 (grupo dos países mais desenvolvidos) anunciou que vai agir para que a crise da Europa não prejudique os mercados financeiros e os bancos, indicando que o fundo de resgate financeiro (acertado entre a União Europeia e o FMI no ano passado) deve ser aumentado.
"Nos comprometemos a tomar todas as providências necessárias para preservar a estabilidade dos sistemas bancários e dos mercados financeiros, conforme necessário", disse o bloco em comunicado divulgado na noite de quinta-feira.
