O vice-prefeito de Porto Real do Colégio, José Belarmino (PRB) entrou com a ação n° 108053, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), contra a prefeita do município, Maria Rita Bonfim por infidelidade partidária. Nesta sexta-feira (23) uma audiência onde serão ouvidas testemunhas acerca da saída injustificada da gestora do PTB, para se filiar ao PSD, idealizado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, pode definir o futuro político de Maria Rita.

Belarmino lembrou que o mandato pertence ao partido e não ao político, e que a atitude da prefeita, que segundo ele está sem partido, faria com que ela perdesse o mandato, abrindo a vaga para seu vice, que destacou ainda, ter uma gravação, que foi enviada para a justiça da cidade, na qual Lucas Bonfim, filho da prefeita, afirmou que ele [Belarmino] “não sabia com quem estava mexendo”, o que foi interpretado como uma ameaça.

“Vários prefeitos têm interesse em ir para o PSD, mas ainda não existe nenhuma definição sobre a aprovação dessa legenda. Pelo que vimos na imprensa, houve até falsificação de assinaturas em alguns Estados. Muitos políticos continuam filiados a outros partidos, esperando a decisão sobre o PSD. Acredito que ela é uma das únicas que se desfiliou e está com um mandato nas mãos. A decisão agora vai depender da justiça”, ressaltou.

De acordo com Belarmino, existem várias acusações contra Maria Rita, devido a irregularidades na prefeitura. Entre elas, nepotismo, pois o filho da gestora municipal, que é concursado como agente comunitário, ocupou o cargo de tesoureiro, sendo destituído da função, após as denúncias.

“Tem processos contra ela por causa de compras sem licitação. Um carro foi adquirido para a Secretaria de Assistência Social e a empresa perdeu o prazo para se justificar. O juiz vai aguardar o promotor fazer as alegações finais, para se pronunciar. Para desviar o foco, ela mentiu, disse que arrombaram a prefeitura para roubar documentos e que alguém tinha dado três tiros no prédio, o que não ficou comprovado pela Polícia”, disse.

De acordo com Belarmino, em breve, o que ocorreu em Traipu, onde o prefeito é considerado foragido por corrupção, pode se repetir em Porto Real do Colégio. “A Polícia Federal já fez um baculejo na prefeitura daqui e levou documentos. O Gecoc também esteve aqui e já foi detectado um desvio de R$ 40 milhões. A justiça demora, mas chega”, afirmou.