O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), general José Elito Carvalho, em resposta ao presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Fernando Collor (PTB-AL), informou que existem apenas dois documentos no órgão considerados ultrassecretos.

No entanto, se nega a divulgar a data dos documento. Integram o arquivo 4.116 documentos secretos, 56.644 confidenciais e 8.344 reservados. Em média, o GSI produz por ano 2.850 documentos sigilosos e 1.860 documentos classificados como ostensivos.

No ofício, o general informa que o GSI participou no "âmbito do Executivo" das discussões para elaboração do texto do projeto de lei de acesso a informações "que traz dispositivos para salvaguardar os documentos cuja divulgação possa trazer prejuízo ao país". O general também comunica que acompanha a tramitação do projeto e aguarda sua aprovação.

Fernando Collor, que é relator do projeto de lei de acesso a informações na CRE, criticou nesta quinta-feira a resposta do GSI. Segundo o senador, o documento não esclarece se o número mencionado de documentos classificados inclui os referentes à Agência Brasileira de Informação (Abin). Ele disse ainda estranhar a existência de apenas dois documentos ultrassecretos, enquanto a "esmagadora maioria" seria de documentos confidenciais.