O prefeito Cícero Almeida (PP) foi convidado para o evento do Fórum Nacional de Defesa Civil e sentar ao lado do ministro Fernando Bezerra (PSB), juntamente com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o senador Benedito de Lira (PP). Mas, Almeida não foi! Devia estar com a agenda lotada em função de outros afazeres, ou simplesmente rejeitou o convite...
Em seu lugar, como constatou a equipe de reportagem do Cada Minuto, estava à vice-prefeita Lourdinha Lyra (PR), que – o que não acontece costumeiramente – representou o prefeito de Maceió. Não faltou quem dissesse nos bastidores que Almeida não foi para não ser indagado sobre eleições pousando logo ao lado do governador e do senador. Será pura maldade? O prefeito ainda constrói seus rumos e é cada vez mais remota a possibilidade de ser candidato a vereador.
Mas, deve participar – hipotecando apoio – da campanha. Seu desejo é indicar o sucessor, mas – apesar da meteórica carreira política – nunca se fez cacique, apesar de circular entre os grandes. Um defeito ou uma qualidade política de Cícero Almeida? O leitor que analise. Como diria o poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável, mora entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Um verso que cabe na terra chamada política...
O cenário político de 2012 ainda anda muito indefinido. Se Almeida não estava para falar de PSC, de mudança de partido, de que rumo vai tomar, o senador Benedito de Lira (o homem forte do PP) lá estava. Ele foi indagado pelo jovem repórter Jonathans Maresia sobre a condução do PP no processo eleitoral. Mas, Benedito de Lira resolveu ser cauteloso: “ainda está muito longe para discutir 2012, meu filho”.
Na frente das lentes, os caciques deixam o futuro onde ele está. Longe delas, o futuro é agora. Quem deve ter saído feliz do encontro foi o governador Teotonio Vilela Filho, que recebeu um recado da presidenta Dilma Rousseff (PT) por meio do ministro: “trago um recado da presidenta e ela pediu para te avisar que o Governo Federal vai garantir a construção de barragens e outras medidas que garantam uma melhor sensação de segurança para as vítimas das enchentes de 2010”. Tal cenário – o pós-enchente – sempre foi uma dor de cabeça para o Executivo estadual.
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