As revoltas contra o ditador Muammar Kadafi custaram a vida de 25 mil pessoas, afirmou nesta terça-feira o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio, Abdul Khalil, em reunião na sede das Nações Unidas, em Nova York, sobre o futuro de seu país. "Perdemos 25 mil mártires e tivemos o dobro de cidadãos feridos", disse Khalil durante o encontro, presidido pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e do qual também participaram o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; da França, Nicolas Sarkozy, e o ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague.

Na reunião, Khalil expressou seu agradecimento à ONU e aos países aliados na ajuda à luta dos líbios contra o regime de Kadafi. "Esse auxilio foi crucial para nossa vitória, devido à superioridade das forças de Kadafi, que atacaram seu próprio povo", afirmou Khalil, que acrescentou que o CNT está comprometido em respeitar os princípios democráticos. Ele assegurou ainda que os detidos pelo antigo regime terão um julgamento justo.

Durante o encontro, o líder líbio entregou a nova bandeira de seu país à ONU, sendo muito aplaudido. O secretário-geral da organização comentou que esse era um dia histórico. Já Barack Obama reafirmou seu apoio ao povo da Líbia na transição rumo à democracia. "Ainda existem dias difíceis pela frente, mas da mesma forma que o mundo ajudou na luta dos líbios pela libertação, contribuirá na luta pela prosperidade que a paz pode trazer", disse o presidente americano.