A sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) desta quarta-feira (21) foi marcada pelo debate sobre os bloqueios das rodovias do interior do estado e também pela derrubada de alguns vetos governamentais.

O deputado e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Casa, Ronaldo Medeiros, lembrou, em um breve discurso no plenário da ALE, que há dias foi realizada uma audiência pública com o objetivo de discutir os termos do edital relacionado aos transportadores alternativos.

O petista lembrou ainda que alertou que os transportadores iriam parar o Estado, pois o texto original do edital excluía muitos desses profissionais. "E hoje, o Estado parou, por iniciativa desses profissionais. É o pão de mais de 5mil famílias. Todos querem participar, mas em igualdade de condições com todos aqueles que querem participar", esbravejou Medeiros.

Em aparte, Jeferson Morais (DEM) se mostrou contrário a qualquer movimento de protesto que interfira no tráfego das rodovias. “A ninguém é dado o direito de interditar rodovias no Estado", frisou, salientando que recebeu informações que ‘supostos manifestantes’ apenas aguardavam a presença da imprensa para liberar as BRs.

Em entrevista coletiva nessa manhã, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) disse que os manifestantes fazem parte de uma minoria que compõe cooperativas e empresas. “O pequeno trabalhador terá assegurado o seu direito pelo Estado, eles representam o interesse de terceiros”, revelou o Chefe do Executivo.

Vetos

Após o intenso debate no plenário, os parlamentares deram início à apreciação dos vetos governamentais. Os projetos analisados e que tiveram os vetos do Executivo derrubados versavam sobre o Bloco Pinto da Madrugada como patrimônio cultural e imaterial do Estado; o projeto que considera a Paixão de Cristo de Arapiraca como patrimônio cultural e imaterial do Estado e também o veto ao projeto que considera patrimônio cultural e imaterial do Estado o conjunto arquitetônico e o espetáculo da Paixão de Cristo de Junqueiro.

Os deputados derrubaram ainda o veto ao projeto que considera de utilidade pública o Instituto Isadora Basílio de Desenvolvimento Humano, por 20 votos a 1.