Apesar da existência de uma bancada de situação – que dá sustentação ao prefeito Cícero Almeida (PP) – reunindo estes mesmos partidos, além de outros como o PP, o vereador Ricardo Barbosa (PT) articula a formação de um bloco suprapartidário dentro da Casa de Mário Guimarães que terá como objetivo unir forças e agrupar os vereadores que são do PT, PDT, PRB, PCdoB, PSC, PTdoB e PR.

Com isto, se forma uma frente que corresponde a nove vereadores. Um do PT – que é o próprio Ricardo Barbosa – dois do PDT (Paulo Corintho e Amilka Melo), um do PRB (Marcelo Gouveia; Galba fica isento por ser presidente), um do PSC (Netinho Barros), dois do PTdoB (Silvânia Barbosa e Théo Fortes), um do PCdoB (Marcelo Malta) e um do PR (Berg Holanda).

Uma das questões práticas do bloco: na ausência de orientação da bancada de situação, os nove vereadores da frente suprapartidária podem fechar questões. Isso se dá para projetos de lei, Comissões Especiais de Investigação, dentre outras decisões a serem tomadas. O grupo – segundo Ricardo Barbosa – se une por fazerem parte da base da presidente Dilma Rousseff (PT).

Mesmo estremecido com a presidente, no campo nacional, o PR municipal – representado por Berg Holanda – buscou seu espaço na frente suprapartidária. Se esta união servirá para alguma coisa dentro da Câmara Municipal, só o futuro e as decisões tomadas dentro do bloco dirão. Ricardo Barbosa acredita na força do grupo e sai contente por ter demonstrando – de certa forma – um poder de articulação.

Barbosa – que foi oposição enquanto estava no PSOL – agora integra a base de Cícero Almeida. O vereador petista ressalta: “é um bloco que está se formando para dar aos seus integrantes maior autonomia em matérias para as quais não haja orientação expressa da liderança do governo municipal”. Ele nega que haja a intenção de que a frente suprapartidária vá pressionar o Executivo em questões.

O presidente Galba Novaes (PRB) foi convidado a participar da frente, aumentando o número para 10. E assim, teremos o presidente da Casa e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Sem líder fixo, a cada mês o bloco terá um vereador como “voz”. Se fisiologia, ou um bloco programático? Deixa o futuro vir e o bloco começar a apresentar a forma como vai funcionar na prática. Ricardo Barbosa deve inclusive usar a tribuna – em breve – para mostrar a “nova ideia”.

 

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