Os três primeiros réus julgados na "chacina da praça", ocorrida há 23 anos em Juara (a 690 km de Cuiabá), foram inocentados pelo júri na última segunda-feira. O julgamento do caso foi transferido para a cidade de Sinop devido à comoção popular. Conforme o processo, o taxista João Batista Câmara, que era suplente de vereador na época, foi morto a facadas após ser vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Na época, três suspeitos foram presos, mas um grupo de 59 pessoas se revoltou com o crime, invadiu o presídio, rendeu o agente e levou os três à praça de Juara. Eles foram presos de cabeça para baixo, torturados e mortos.

Na segunda-feira pela manhã, prestaram depoimento os réus José Marcolino Alves, Aparecido Dias do Nascimento e Gilberto Batista Câmara, irmão do taxista morto. Na tarde aconteceu o debate entre acusação e defesa, quando o júri votou por unanimidade pela inocência dos réus. Conforme o Ministério Público (MP) do Mato Grosso, os réus foram absolvidos porque as provas "são muito fracas". O MP acredita que os demais réus devem ser absolvidos pela falta de provas contundentes. Os novos julgamentos estão marcados para o dia 29 de setembro.