O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira que está enviando o embaixador dos Estados Unidos de volta a Trípoli para reabrir a embaixada do país e prometeu apoio à população líbia na reconstrução do país após o regime de Muammar Gaddafi.
"Nós ficaremos com vocês na sua luta para conseguir a paz e a prosperidade que a liberdade pode trazer", disse Obama em mensagem ao povo líbio, segundo discurso preparado para uma conferência da ONU sobre a reconstrução do país africano.
Obama alertou que a Líbia passará por tempos difíceis, uma vez que partidários e forças leais a Gaddafi devem fazer um último esforço para manter o ditador no poder. Ele ressaltou, porém, que é claro que o país está nas mãos da população agora.
"Após décadas de um regime de ferro de um homem, levará tempo para que se construam as instituições necessárias para uma Líbia democrática. Haverá dias de frustração", afirmou. "Mas, se aprendemos algo nos últimos meses, é a não subestimar as aspirações e a vontade do povo líbio".
A comunidade internacional foi saudada pelo presidente por causa da "coragem e vontade coletiva de agir" e relação aos conflitos no país. Segundo ele, ao mesmo tempo em que os poderes globais não podem e não devem intervir toda vez que houve uma injustiça no mundo, há momentos em que as nações devem unir forças para prevenir a morte de inocentes.
Obama reforçou também que a missão da Otan, a aliança militar do Ocidente, continuará na Líbia "enquanto os líbios estiverem ameaçados", e pediu aos apoiadores de Gaddafi que entendam que o "antigo regime já acabou e que é tempo de deixar as armas".