A polícia alagoana acredita que já tem informações suficiente para municiar o Ministério Público e o Tribunal de Justiça, para que estes tome as medidas necessárias para que se transforme a prisão temporária da prefeita Sânia Tereza de Anadia, acusada de mandar matar o vereador Luis Ferreira, de temporária para definitiva, enquanto não ocorre o julgamento.
O Cadaminuto apurou que a polícia ainda cogitava a possibilidade da prefeita ter sido apenas cúmplice em uma ação planejada por seu esposo, Alessander Leal, mas esta hipótese não existe mais.
De acordo com o que foi apurado, além das provas, consideradas robustas e inatacáveis, o depoimento de Sânia, que durou cerca de sete horas foi revelador.
“Ela caiu em contradição várias vezes, foi imprecisa e teve que mudar a versão de seus fatos pelo menos duas vezes” explicou uma fonte ouvida pelo Cadaminuto.
A polícia trabalha agora para identificar um quarto participante que teria ajudado o policial Claudio Magalhães a executar o vereador, existe a possibilidade desta pessoa ser conhecida de Luiz Ferreira e de ter sido a responsável por fazer com que o médico parasse o veículo na rodovia enquanto o policial executava os tiros.
Outros crimes
Ainda em relação ao trio Sânia Tereza, Alessander Leal e Claudio Magalhães, informações chegaram a polícia de que dois outros crimes podem ter a participação deles.
O assassinato de um assessor do ex-prefeito Edmundo, identificado como Tonho Negão e o irmão da vítima, que também foi morto um ano depois logo após divulgar que sabia quem teria matado seu irmão.
Defesa
Enquanto a polícia trabalha, os advogados da prefeita estão confiantes que poderão soltar Sânia, apesar das novas informações. A confiança não é a mesma em relação ao marido da prefeita, Alessander Leal e o primo dela, Claudio Magalhães.
