A chanceler alemã, Angela Merkel, celebrou neste sábado o aspecto ecumênico que "centrará" a viagem do papa Bento XVI pela Alemanha, a partir da próxima quinta-feira.
Em sua tradicional mensagem dos sábados, Merkel lembra que o papa visitará o país da reforma religiosa e que "estamos nos preparando nesta década para comemorar até 2017 os 500 anos da reforma (protestante) na Alemanha".
Filha de um pastor protestante, a chanceler alemã considera importante "reafirmar nos tempos atuais a unidade dos cristãos, já que avança a secularização e a comunidade da fé cristã deveria ser recordada várias vezes".
A visita do papa servirá para lembrar também como Alemanha e Europa se encontram marcadas pela fé cristã e "com essa força devermos seguir fomentando o diálogo entre as religiões", disse Merkel.
Além disso, a chanceler assinalou que o governo alemão defende que "as pessoas de qualquer religião não sejam perseguidas" e comentou que são justamente os cristãos os que "mais perseguição sofrem no mundo".
Por fim, destacou que "há poucos dias lembramos o décimo aniversário dos atentados do 11 de Setembro. O terrorismo islâmico foi sua causa. E aqui estamos, como diante de qualquer outro tipo de violência, decididamente unidos: nenhuma violência em nome da religião".
O papa Bento XVI será recebido pelo presidente federal, Christian Wulff, e por Merkel em Berlim, onde também discursará perante o Parlamento alemão.
Ao longo de sua estadia na Alemanha, onde ficará até o outro domingo, o papa visitará também as localidades de Eichsfeld e Erfurt, no leste do país, assim como a cidade de Freiburg, no sul.