Quinze presos da Penitenciária Industrial de Cascavel, no Oeste do Paraná, foram contratados por uma empreiteira para trabalhar na construção de casas populares. Os presos estão no regime semiaberto e a cada três dias trabalhados, um é descontado da pena.
Os presidiários trabalham oito horas por dia e, durante a semana, dormem em um alojamento da obra. Na sexta-feira um ônibus os leva novamente para a penitenciária, onde passam o fim de semana. Eles recebem mensalmente um salário mínimo.
Para a empreiteira, a parceria veio em boa hora. A empresa enfrentava dificuldades para encontrar mão-de-obra. A contratação evitou atrasos na entrega das casas populares, mas antes foi preciso vencer o preconceito.
“A gente tinha receio de o pessoal ser mau. No andar do dia a dia a gente foi ver que as coisas são diferentes. (...) Eles são bastante educados”, afirmou o mestre de obras Oscar Alquati.
Para os presos, é uma oportunidade para aprender uma profissão e alguns planejam, quando reconquistarem a liberdade, trabalhar com construção civil e cuidar da família.