O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Fernando Toledo, foi eleito com a ideia de moralizar o Poder Legislativo do Estado, que havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal que apontou um desvio de mais de R$ 300 milhões e atingiu 10 deputados, além de ex-parlamentares e funcionários.

Se no início da sua gestão, quando os deputados ainda estavam afastados, Toledo assumiu uma postura mais crítica, ao longo do mandato, e principalmente na busca da reeleição voltou a se aproximar dos deputados acusados pelo esquema.

Um dia após uma nova denúncia do MP-AL contra os deputados envolvidos no esquema o presidente da ALE finalmente saiu do muro e fez o que nem os deputados acusados de se beneficiarem pelo desvio ousaram, contestaram os valores apresentados por Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público Federal e todos os participantes da força-tarefa que descobriu a maior fraude da história do legislativo alagoano.

Toledo ao ser perguntado pela imprensa sobre o novo pedido do MP-AL respondeu. “Considero o valor de R$ 300 milhões exagerado, não acho, como gestor, que se tenha conseguido desviar uma quantia deste tamanho”.

O que o atual presidente da ALE “acha” vai de encontro ao que foi investigado por todos os órgãos de controle envolvidos na Força Tarefa, mas Toledo adianta o argumento de defesa dos advogados dos parlamentares envolvidos no esquema que tentarão desqualificar os números apresentados pela Operação Taturana. Siga abaixo

Números do inquérito da Operação Taturana:

Total de volumes do inquérito policial principal: 13
Total de apensos com seus volumes: 330
Número total de folhas do inquérito policial: 94.325
Total de laudos produzidos: 233
Total de pessoas ouvidas: 399
Total de pessoas indiciadas: 110, entre os quais um conselheiro do Tribunal de Contas, 15 deputados, 11 ex-deputados, dois prefeitos, três secretários municipais, cinco candidatos nas últimas eleições, seis bancários, 30 funcionários da ALE e 10 familiares de políticos.
Carros apreendidos: 30