As três pessoas que morreram nos distúrbios deste fim de semana perante a Embaixada israelense no Cairo morreram por causa de disparos, segundo os estudos legistas, apesar de que no princípio tinham informado que pelo menos uma das vítimas tinha sofrido um ataque cardíaco.
Uma fonte do serviço egípcio de Medicina Legista assegurou à agência oficial de notícias "Mena" que se encontrou uma bala em uma das vítimas, enquanto nos outros dois casos os projéteis atravessaram os corpos.
Desde sexta-feira passada, quando se iniciaram os incidentes, a agência oficial assinalou que uma das pessoas morreu por um ataque ao coração e não pôde precisar as causas das outras duas mortes.
Por enquanto, os legistas continuam investigando as circunstâncias dos falecimentos e entregarão o relatório completo à procuradoria em poucos dias.
Uma vez concluídas as autópsias, os corpos serão entregues aos familiares para o enterro, acrescentou a fonte.
Milhares de manifestantes acudiram na sexta-feira passada frente à Legação israelense no Cairo para protestar pela recente morte de soldados egípcios na fronteira e reivindicar o fim das relações diplomáticas.
Os choques entre os manifestantes e as forças da ordem deixaram três mortos e mil feridos, que foram transferidos a diferentes hospitais ou tratados no local após sofrer contusões e princípios de asfixia pelo efeito dos gás lacrimogêneo.
O muro que protegia o edifício onde se encontra a Embaixada foi derrubado e os manifestantes conseguiram trocar a bandeira israelense por uma egípcia, invadir outros andares próximos às dependências diplomáticas e lançar papéis do alto do prédio.
Além disso, seis israelenses foram resgatados por um comando especial egípcio e o embaixador israelense no Egito, Yitzhak Levanon, abandonou o país, o que estremeceu a relação entre ambos países.