O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Alagoas Joaquim Brito conversou com a reportagem do Portal Cada Minuto e fez um balanço do encontro do partido realizado no início do mês, em Brasília, e revelou que o prefeito de Maceió Cícero Almeida (PP) é o ‘grande’ chefe que conduzirá a formação do ‘chapão’ com o senador Renan Calheiros (PMDB) e Ronaldo Lessa (PDT), em busca da sucessão eleitoral de Maceió.
Para o petista, a gestão de Almeida não é passiva de questionamento, já que a cidade de Maceió vive um novo momento com uma realidade nunca vista.
“Existe uma recomendação do PT nacional de que nas principais cidades dos Brasil se desenhe a composição política que elegeu Dilma Rouseff, isso é mais ou menos lógico. A tendência em Alagoas é seguir esse acordo”, colocou, revelando que o prefeito realiza encontros constantes pautando 2012. “O nosso partido trabalha com o planejamento de eleger mais de 50 vereadores pelo estado e ao menos sete prefeitos”, esclareceu.
O petista disse também que Almeida vem sendo alvo de ataques de ex-aliados, citando o presidente do PPS em Alagoas, Regis Cavalcante, e que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) não o apoiou no momento mais difícil, fazendo referência a ‘Máfia do lixo’.
“Vilela o abandonou completamente, acreditando na ideia de que com isso Almeida seria um adversário fácil em 2012. A Caminhada do prefeito deve ser respeitada e reconhecida, ele é um homem da pobreza que triunfou na vida pública, o PT condena e repudia todas essas acusações e ataques gratuitos”, esbravejou.
Brito disse ainda que o governo de Alagoas apresenta uma propaganda enganosa para os alagoanos e o resultado disso é o contra-pronto do crescente índice de violência por todo estado. “A precariedade estrutural de Alagoas é tanta que os tetos das escolas estão caindo nas cabeças dos alunos, eles vão estudar e acabam no hospital, isso é lamentável”, reforçou.
O Chefão do PT questionou, por último, a capacidade da Secretaria de Defesa do Estado de Alagoas (SEDS) em ‘achar’ os verdadeiros culpados no caso do ‘assassinato’ do estudante de Arquitetura Fábio Acioli.
“Será que é alguém ligado ao poder econômico e/ou político e governo tem medo de dizer quem mandou matar, quer poupar alguém? É inaceitável que o Estado não aponte os autores, são dois anos de impunidade”, cobrou, ressaltando que o prefeito de Maceió é um exemplo de governabilidade e que Téo Vilela deveria adotar essa capacidade.
Congresso do PT
De posse da ata do congresso, Joaquim Brito revelou que o partido diversificará seu quadro de filados e as composições políticas para os próximos pleitos e isso resultará em uma maior rotatividade entre os petistas.
“Dentre essas mudanças defendemos o financiamento público de campanha e eleição unificada, o Brasil não suporta mais a cada dois anos um período eleitoral”, argumentou.
