Os números da violência em Alagoas – especialmente em Maceió – não são novidades e têm sido o principal desafio do poder público no Estado. Recentemente, reportagem internacional compara a Terra dos Marechais ao Afeganistão, levando em consideração as frias estatísticas vivenciadas pelos alagoanos.

Os números – entretanto – tomam proporções bem mais drásticas e alarmantes quando associados com a sensação de impunidade, em virtude do surgimento de vítimas do crime de mando, cujos mandantes são muitas vezes protegidos pelas corruptelas de autoridades. Assim, alimenta-se a sensação de impunidade, de terra sem lei, de paraíso sem dono...e por aí vai...

Os crimes políticos deixam isto bem mais evidente. A solução tem que ser rápida e enérgica. Não se pode ficar apenas nos discursos que seguem paralelos aos 30 dias do inquérito policial e vão arrefecendo conforme o tempo vai passando; aproveitando-se da amnésia seletiva da opinião pública.

O caso do vereador por Anadia, Luiz Ferreira, provocou esta revolta mais uma vez. Como provocou os demais casos de repercussão envolvendo política: chacina de Roteiro, caso Fernando Aldo, outro vereador morto em Roteiro, enfim...casos recentes de uma Alagoas que se mostra combalida e ainda presa as velhas estruturas, apesar dos sinais expostos de avanços e desenvolvimentos.

Será que são mais casos que somarão ao de Sílvio Viana, dentre tantos que ajudaram a construir uma história difícil de ser contada pelos alagoanos de bem? E como se não bastassem não são apenas os crimes políticos, mas também os de mando que envolvam – em maior ou menor grau – como suspeitos os ilustres colunáveis de nossa sociedade.

Estes são os crimes que nos dão a sensação de impunidade! São os que evidenciam a fragilidade de um sistema que parece não ter coragem para punir quem de fato merece ser punido. Em muitos casos, o algoz é inclusive agraciado. Como diria Jean Paul Sartre, ainda é inserido em um contexto, onde as vítimas são quase obrigadas a respeitar o carrasco.

Do outro lado da moeda, os crimes que já fazem parte de uma violência urbana, que tem como pano de fundo a imensa desigualdade social, o tráfico de drogas, a ausência de oportunidades, dentre outros fatores históricos de Alagoas. Os diagnósticos para o que vivenciamos são muitos, saltam aos nossos olhos...

 

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