A truculência ainda impera – pelo visto – na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Práticas que já deviam fazer parte de um passado; que de fato existiu, mas que em nada nos orgulha. Estas ainda fazem questão de estarem presentes no parlamento? Ameaçar jornalista? Isto é a prática dos covardes.

Um parlamentar – assim como qualquer cidadão comum – tem todo o direito de discordar de uma matéria. Para isto (no caso específico do parlamentar) tem a tribuna, para debater o fato com argumentos, ou até mesmo as vias judiciais, quando se sentir – e tiver! – de fato sendo ofendido. Mas, para alguns – amantes das práticas mais nocivas à sociedade – viram super-homens quando revestidos do mandato, mas passam a temer a Justiça, quando despidos da tal imunidade parlamentar.

Viram foragidos e se escondem quando ditos cidadãos comuns.

Infelizmente, a atitude de um ou dois parlamentares depõe contra todo um Poder, que já é combalido e nos causa asco diante da sua recente história política. Não faz muito tempo, naquele parlamento, 16 deputados estaduais – dos 27 da época! – foram acusados de desviar mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos. Alguns que lá estão, são acusados de crimes contra a vida.

Assim, o parlamento – ao invés de caixa de ressonância – acaba atraindo a aversão do cidadão honesto pagador de impostos. Talvez seja até por isto que é mais fácil ameaçar do que encarar a verdade. Alagoas não pode mais ser a terra do tudo pode. Estes que ameaçam, que usam da truculência, que tentam amordaçar a imprensa pela vertente do medo, do poder político, ou econômico, são – e eu não diria aqui “coincidentemente” – os mesmos acusados das práticas subterrâneas nocivas a sociedade, o que inclui – pelo menos nos inquéritos de conhecimento público – práticas de corrupção aos homicídios. Se inocentes ou culpados, que a Justiça se pronuncie.

Uma destas autoridades sequer foi eleita, mas lá se encontra em função de uma licença médica. Prática por sinal que há muito deveria ser mais clara, mas não o é! Vale ressaltar que algumas ameaças individuais, são ameaças a um coletivo. E aqui não se faz defesa de um jornalista em específico, mas da liberdade de enxergar os fatos de forma crítica e de manter o debate no campo das ideias; e o que se extrapole a isto, que seja resolvido pela Justiça. Não pelo chicote, tabica, pistolas e derivados...

Fica aqui – portanto – o repúdio deste blogueiro aos políticos, seja lá de que Poder, seja lá que força tenham – que partem para as ameaças a jornalistas. Fica aqui meu repúdio aos políticos que não representam nada, nem ninguém, a não ser os próprios interesses e agem da truculência quando confrontados. O que mais revolta é ter que chamá-los de autoridades. Pois, se a Justiça fosse mais ágil e não fossem tantos os subterfúgios, talvez estes políticos estivessem sendo chamado por outros nomes, justamente nas páginas de Diários Oficiais.

 

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