O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira (2) que há condições para a taxa de juros do Brasil recuar ao longo dos próximos dois a três anos. Segundo ele, isso será possível devido a política fiscal adotada pelo governo e o baixo crescimento da economia mundial que ajudarão a conter a inflação no país.
O ministro voltou a negar a interferência política na medida do BC e disse que não busca inteferir nas expectativas de juros. A autorida monetária anunciou na quarta-feira o corte 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) sob a justificativa de que o cenário externo deve afetar a economia brasileir negativamente.
"O Ministério da Fazenda não busca interferir nas expectativas de juros", disse Mantega. O ministro comemorou o impacto da redução da Selic no câmbio. Segundo ele, a valorização do dólar nos últimos dois dias é um reflexo da queda da Selic.
Mantega reconheceu que as previsões do Ministério da Fazenda e do Banco Central estão descoladas, com um BC mais pessimista quanto ao impacto da crise externa no Brasil. A autoridade monetária anunciou na quarta-feira o corte 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) sob a justificativa de que o cenário externo deve afetar a economia brasileir negativamente.
O "susto" do mercado financeiro com a decisão do Banco Central se materializou em uma forte alta das taxas de câmbio doméstico na jornada de ontem.
O dólar comercial oscilou entre R$ 1,616 e R$ 1,599, para encerrar a sessão sendo negociado por R$ 1,617, o que representa um avanço de 1,50% sobre o fechamento anterior, a maior alta desde 8 de agosto.