É cada vez mais forte o discurso dentro da Câmara Municipal de Maceió que pode responsabilizar uma das vereadoras pelo que ocorreu na votação secreta – já anulada! – da alteração da Lei Orgânica Municipal que aumenta o número de vereadores de 21 para 31.
O discurso é de que não houve fraude, mas sim que, uma vereadora pegou duas cédulas com o número 31, depositou uma e ficou com a outra com a finalidade clara – segundo alguns edis - de enganar a imprensa, ludibriar o grupo dos contrários, causando todo o furdunço.
Na sessão passada, o vereador Marcelo Malta (PCdoB) usou a tribuna para dizer que a suposta fraude na votação secreta não passou de um factoide. O presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB), encaminhou o caso para a Corregedoria e espera a punição do “mentiroso, ou mentirosa”, segundo ele mesmo. Garantiu ainda a lisura do processo e bateu na tecla das duas cédulas 31.
O caso pode chegar a Comissão de Ética. Daí a dar em alguma coisa é outra questão que só o futuro dirá! A teoria que não houve fraude revolta a vereadora Heloísa Helena (PSOL), que guardou – “bem guardadinho”, como diz ela mesma – as sete cédulas com os números 31 impressos. O pedido de procedimento investigatório não será esquecido, garante Heloísa Helena e o vereador Oscar de Melo (PP).
Para Heloísa Helena, o traidor não saiu do grupo dos seis: Oscar de Melo, pastor João Luiz (Democratas), Fátima Santiago (PP), Tereza Nelma (PSB), a própria Heloísa Helena e Silvânia Barbosa (PTdoB). Mas, é como afirmou o próprio Oscar de Melo em conversa com este blogueiro: “a situação precisa ser esclarecida, caso contrário paira suspeita sobre qualquer um dos que afirmam terem votado contra”, diz. O que inclui também Galba Novaes no rol.
Este se revoltou com as insinuações de que poderia ter sido ele, logo no início das discussões. Uma coisa é certa, a cédula 31, o presidente tinha. Pois, ele me entregou em mãos. Que a Câmara Municipal esclareça. E que os que afirmam saber quem é, tenham coragem de ir a tribuna falar nome...