Os clubes europeus investiram menos em relação aos anos anteriores na janela de transferências, que termina nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília). A exceção foi o Paris Saint-Germain, que gastou 90 milhões de euros (cerca de R$ 200 milhões) em contratações.

Porém, esse valor ainda é muito inferior aos 150 milhões de euros (R$ 340 milhoes) gastos em 2009 pelo Real Madrid para comprar apenas dois jogadores: Kaká e Cristiano Ronaldo.

França
O Paris Saint Germain, recém-comprado por um fundo de investimentos do Catar, conta com um novo diretor esportivo, o brasileiro Leonardo, que teve um papel decisivo nas novas contratações do clube parisiense, que investiu 90 milhões de euros na compra de nove jogadores.

Entre eles, o meia argentino Javier Pastore, contratado por 42 milhões de euros (R$ 96 milhões) junto ao Palermo, valor recorde para a transferência de um jogador no Campeonato Francês.

Outro reforço de peso será o zagueiro uruguaio Lugano, ex-Fenerbahce e campeão mundial de clubes com o São Paulo em 2005.

O atual campeão francês Lille também se destacou ao acertar nesta quarta-feira o empréstimo do meia inglês Joe Cole, que pertencia ao Liverpool.

Espanha
Desta vez, o Real Madrid não foi o clube que mas gastou, sendo superado pelo rival Atletico de Madrid, que investiu 70 milhões de euros (R$ 160 milhões). A principal contratação do clube foi o atacante colombiano Falcao Garcia, contratado por 40 milhões de euros (R$ 90 milhões) junto ao Porto.

Já o Málaga viveu uma situação parecida com a do PSG. Também comprado por investidores do Catar, gastou 60 milhões de euros (R$ 140 milhões) na contratação de novos jogadores. Entre eles se destacam o atacante holandês Ruud Van Nistelrooy e o volante francês Jérémy Toulalan, comprado por 11 milhões de euros (R$ 25 milhões) do Lyon.

Já o Barça trouxe dois reforços de peso, o meia Cesc Fábragas, formado no clube, contratado por 40 milhões de euros (R$ 90 milhões) junto ao Arsenal, e o atacante Chileno Alexis Sanchez, ex-Udinese, que custou 26 milhões (R$ 60 milhões).

Já o Real desembolsou 30 milhões de euros (R$ 68 milhões) pelo lateral português Fábio Coentrão, ex-Benfica e investiu 10 milhões (R$ 23 milhões) num zagueiro de 18 anos, o francês Raphaël Varanem, ex-Lens.

Inglaterra
O Manchester City, propriedade do Sheik Mansur, de Abu Dhabi, se destacou mais uma vez pelas suas contratações milionárias. Entre elas, o atacante argentino Sérgio Agüero, comprado por 43 milhões (R$ 98 milhões) junto ao Atlético de Madrid, e o francês Samir Nasri, ex-Arsenal, de 27 milhões de euros (R$ 62 milhões).

O atual campeão Manchester United também buscou novos reforços, como o goleiro De Gea, de 20 anos, ex-Atlético de Madrid, e o meia Ashley Young, ex-Aston Villa.

Já o Chelsea foi mais discreto que de costume ao contratar apenas o jovem belga Romelu Lukaku, 18 anos, e o atacante Juan Mata, ex-Valencia. O Arsenal não compensou as saídas de Nasri e Fábregas, ao comprar apenas o atacante marfinense Gervinho e o lateral brasileiro André Santos.

Itália
A Inter de Milão vendeu Eto'o para o Anzhi Makhachkala, clube russo onde atuam os brasileiros Roberto Carlos e Diego Tardelli, mas contratou um reforço de peso: o uruguaio Diego Forlán, melhor jogador da Copa do Mundo de 2010.

A Juventus apostou no atacante Vucinic, ex-Roma. Já o time da capital contratou o jovem atacante Boján, do Barcelona, e o meia bósnio Pjanic.

O atual campeão Milan não gastou nada para suas novas contratações, o lateral nigeriano Taye Taiwo e o zagueiro francês Philippe Mexès, livres por terem encerrado seus contratos com Olympique de Marselha e Roma.

Alemanha
O Bayern de Munique gastou 22 milhões (R$ 50 milhões) para tirar o goleiro Manuel Neuer, do Schalke 04. O time bávaro também investiu num brasileiro, o lateral Rafinha, ex-Coritiba, que atuou pelo Genoa na temporada passada, após passar cinco temporadas no Schalke 04.

Em termos de quantidade, o mais ativo foi o Hamburgo, com 16 novas contratações. Quatorze jogadores fizeram o caminho inverso e deixaram o clube, inclusive o atacante Van Nistelrooy, contratado pelo Málaga. A falta de entrosamento pode explicar a má fase do clube, lanterninha da Bundesliga, com apenas um ponto em quatro jogos.